O Espelho do Tempo - Epílogo

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  Enquanto isso em um universo muito distante, em 2016, Agente Bel, Isabel, observa de um telescópio uma super nova e relata para doutor Isaac. Isabel: Então a catástrofe não foi no nosso universo?  Doutor Isaac: Não, a partir de hoje só existe o nosso universo, os outros se colidiram. Os espelhos se quebraram.  Hugo: O que isso significa para nós? O que acontecerá agora? Doutor Isaac: Significa que estamos livres de qualquer interferência.  Hugo: Finalmente. Doutor Isaac conversava em seu laboratório, quando a polícia aparece: O senhor está preso.  Doutor Isaac: O que foi que eu fiz?  Polícia: O senhor roubou materiais do grande colisor da Suíça. Hugo: O que está acontecendo? Por que estão prendendo o doutor Isaac? Doutor Isaac: Eu não roubei nada! Isso deve ser um engano! Polícia: Temos informações concretas de que o senhor esteve envolvido em um roubo de materiais valiosos do grande colisor de partículas na Suíça. Será levado sob custódia para escla...

O Espelho do Tempo - O Misterioso Visitante: Entre Teorias e Incertezas

 

Capítulo 2







Depois do desfile, Mel e Hugo voltam pra casa, no caminho Hugo dirige e de dentro do carro Mel comenta:

— Você ficou muito estranho depois que eu falei daquele portal do laboratório assombrado.

— De novo esse assunto?!

— Sim! E por que você ficou tão nervoso quando toquei no assunto?

— Amor! Você sabe que eu sou medroso pra esse tipo de coisa, eu só me assustei.

— Espero que seja só isso mesmo.

— E o que mais seria?! Eu convidei o doutor pra jantar lá em casa, tudo bem?

—Seria interessante mesmo conversar com aquele doutor.

Hugo estaciona o carro em frente a garagem do novo apartamento de sua mãe, bem perto de onde ele morava, ele comprou pra ela com o dinheiro que ganhou do seu negócio. No apartamento, estava Thiago, seu filho de dez anos, esperando eles chegarem do desfile.

Hugo desliga o motor do carro e olha para o edifício à sua frente. O sentimento de satisfação o envolve ao pensar que conseguiu proporcionar um lugar confortável para sua mãe morar, tão perto de sua própria casa. Ele desce do carro e estica o corpo, sentindo um misto de cansaço e contentamento após o longo dia. A noite cai suave sobre a cidade, e a luz suave dos postes ilumina seu caminho até a entrada do novo apartamento de sua mãe.

Ao entrar no apartamento, o sorriso de Thiago, seu filho de dez anos, o acolhe calorosamente. O garoto corre até ele, abraçando-o com entusiasmo.

Hugo: Chegamos, filho!

Thiago: Pai, você demorou! Como foi o desfile?

Hugo: Foi incrível, filho. E por que o senhor não quis ir com a gente?

Thiago: Ah, pai... Eu não gosto dessas coisas de moda e desfiles.

Hugo: (sério) Mas é importante você estar presente em eventos da família, filho. 

Thiago: (baixando a cabeça) Desculpa, papai. 

Hugo: (colocando a mão no ombro de Thiago) Tudo bem, filho. Mas é importante que você entenda que somos uma família e que precisamos nos apoiar em tudo.

Thiago: (olhando para o pai) Eu entendi, papai. 

Hugo: (sorrindo) É assim que se fala, meu filho. Agora vamos pra casa e deixar a vovó descansar.

Isadora: (abraçando Hugo) Obrigada, meu filho. Este apartamento é maravilhoso.

Hugo: (sorrindo) É o mínimo que eu poderia fazer pela senhora, mãe.

Thiago: (abraçando a avó) Vovó, eu tenho uma surpresa para a senhora!

Isadora: (curiosa) O que é, meu amor?

Thiago: (entregando uma caixa) É um boneco que eu ganhei no meu aniversário. Eu queria que a senhora tivesse ele como companhia aqui no novo apartamento.

Isadora: (emocionada) Que lindo, Thiago. Obrigada!

Isadora: Vocês têm certeza que é seguro ir para casa agora? Eu ouvi falar de um homem de mais de 2 metros assustando a população.

Mel assusta: Homem?

Isadora: Sim, um homem que assusta as pessoas com roupa de militar, ele saiu daquele laboratório abandonado.

Hugo: (tranquilizando a mãe) Não se preocupe, mãe. Isso deve ser boato de internet. Doutor Isaac garantiu que trancou bem o laboratório.

Mel: Será que trancou bem mesmo, Hugo. Aonde você viu isso dona Dora?

Isadora: (ainda preocupada) Bem, eu vi na internet.

Hugo: (sorrindo) Não acredite em tudo que vê pela internet mãe, claro que trancou Mel! A quanto tempo nós não recebemos mais visitas desses seres? 

Mel : (sorrindo) Ok. Vamos pensar positivo e acreditar que nada de ruim vai acontecer. Vamos para casa com segurança e tranquilidade.

Hugo:

— Vamos meu filho! Peça a benção da sua avó.

— A benção vó.

— Deus te abençoe meu neto. 

Hugo beija Mel e a tranquiliza, mas ela dá uma bronca nele:

Mel: Hugo, não precisa dar bronca no Thiago assim. Ele é apenas uma criança.

Hugo: Eu sei que ele é uma criança, Mel. Mas precisamos ensinar valores importantes para ele desde cedo.

Mel: Eu entendo, mas você não acha que está sendo muito rigoroso com ele?

Hugo: (suspirando) Não acho que estou sendo rigoroso demais. Na verdade, acho que você está mimando demais o Thiago.

Mel: (indignada) Como assim estou mimando demais? Eu só quero o melhor para ele.

Hugo: (calmamente) Eu também quero o melhor para ele, mas não podemos deixá-lo achar que pode fazer o que quiser sem consequências.

Mel: (cruzando os braços) Tudo bem, mas não precisa ser tão severo com ele.

Hugo: (sorrindo) Tudo bem, amor. Vamos tentar encontrar um equilíbrio entre sermos firmes e amorosos com o nosso filho.

Mel: (suspirando) Concordo. 

Isadora: Vocês não vão brigar aqui na porta da minha casa né?

Hugo: Desculpe Mãe, já estamos entrando no carro.

Enquanto isso o general nazista está assustando a população, circula a cidade a pé e reconhece uma antiga casa sua.

— Meu lar!

O General olha em volta e percebe que está no meio de uma multidão de pessoas que o cercam. Algumas pessoas o reconhecem e começam a gritar.

Criança:

— Que homem feio mamãe. 

Mulher: Meu filho é melhor não provocar, vamos embora.

 Já na casa de Hugo e Mel, Leandro os espera na entrada, ele têm uma notícia pra dar:

— Achei que vocês não vinham mais!

Hugo:

— O que faz aqui sozinho?!

— Pai! Quantas vezes eu vou ter que falar pro senhor que eu não sou mais criança! Tenho 19 anos!

— Estão falando que tem um homem com roupas de militar  e rosto assustador andando pela cidade, assustando as pessoas, pode ser perigoso. 

— Pensei que não acreditasse nesses boatos pai.

Hugo: (suspirando) Eu sei, Leandro, mas é sempre bom ter cuidado. Essas histórias podem ter algum fundo de verdade, nunca se sabe. E além disso, com tudo o que está acontecendo, é sempre bom garantir que todos estejam seguros.

Leandro: (revirando os olhos) Tudo bem, pai. Mas, eu vim aqui por um motivo.

Mel: (interessada) Oh, o que aconteceu?

Leandro hesita por um momento, parecendo escolher cuidadosamente suas palavras: Vou ser pai!

— Como é que é?!

— Minha namorada está esperando um filho meu!

Thiago:

— Vou ganhar um irmãozinho?

Mel:

—Thiago já pra dentro!

— Por que mãe?!

— Porque isso é assunto de gente grande!

— Eu já entendo dessas coisas!

— Acho que seu pai tem razão! Você tá ficando muito mal criado! Já pra dentro! Eu não vou repetir!

— Tá bom, mãe!

Hugo fica chocado com a notícia de que será avô, mas tenta manter a compostura diante de Leandro. Ele questiona o filho sobre como ele vai sustentar a criança e se preocupa com a falta de experiência de Leandro em lidar com as responsabilidades da paternidade.

— Vamos entrar Leandro.

— Vou deixar os dois conversando sozinho. 

Hugo: Como você vai sustentar um filho, Leandro? Você mal começou a estagiar em jornalismo, nem tem um emprego fixo, questiona Hugo, visivelmente preocupado.

Leandro: Eu sei, pai, eu sei. É um monte de coisas acontecendo ao mesmo tempo. Mas eu amo a Maria, e nós vamos enfrentar isso juntos. Ela também conseguiu um estágio e, com a bolsa de estudos, acho que conseguiremos nos virar.

— Quando você nasceu, eu só tinha quinze anos! E não trabalhava! Você sabe o que eu tive que enfrentar pra poder ter sua guarda? Sua mãe teve que ralar na cantina do colégio. 

Leandro: Eu sei, pai. Eu sei de tudo que você passou por mim, e sou muito grato por isso. Mas eu quero fazer as coisas do jeito certo. Eu amo a Maria e nós vamos cuidar do nosso filho juntos.

— Sua mãe, já sabe que sua namorada está grávida?!

—Claro! Já esqueceu que eu moro com ela?! Ela foi a primeira a saber!

—E qual foi a reação dela?!

— Ao contrário da sua reação, ela se emocionou, lembrou dela mesma quando engravidou de mim.

— Eu só estou preocupado meu filho. Porque foi assim comigo e não quero que essa história se repita com você, pensei que a Luana fosse reagir mal, ela herdou o mesmo temperamento do pai mas como você disse que ela ficou feliz, tudo bem, não tem problema. Deixa eu te dar um abraço!

Os dois se levantam da poltrona mas Leandro rejeita o abraço.

— Eu estou torcendo pra que esse estágio dê certo, pra não repetir o mesmo erro que eu cometi, de não ter dinheiro pra te sustentar na época que você era um bebê. Qualquer coisa pode contar com o seu pai aqui! Diferente de mim do passado, você tem um pai que tem condições de te ajudar financeiramente agora e se tudo der errado nesse jornal você pode vir trabalhar comigo na loja.

— Não se preocupe pai! E além do mais não ia ter vaga na loja da tia Mel. Faço jornalismo! E não administração ou moda!

— Mas qualquer coisa não se esqueça. Vou fazer um jantar essa noite, por que você não convida a sua namorada pra gente conhecer?

— Essa noite não vai dar, fiquei de jantar com a Maria!

— Deus te abençoe meu filho.

Mel:

— Acho que ele ficou magoado. Por essa eu não esperava. Hugo você vai ser avô com trinta e cinco anos!

Hugo:

— Eu só estava exercendo meu papel de pai, preciso ensinar meu filho sobre a vida.

— Mas precisa ter falado daquele jeito?

Débora madrinha de Thiago e melhor amiga de Mel, entra assustada na sala deles:

— Amiga!

— O que foi Débora?! Você tá branca!

— Vocês não estão sabendo?!

Mel:

— Sabendo do quê?! Débora você está me assustando!

— Do monstro!

Mel:

— Que monstro Débora?!

— O homem que saiu daquele laboratório matou uma multidão inteira! Jogando um carro nelas! E ainda matou uma criança com uma pedra.

Hugo cai na gargalhada: Jogando um carro nelas? Esse homem tem superpoderes? Não acredite em tudo que vê na internet Débora.                                                                                                                                             
Mel: Hugo!                                                                                                                                                                                              
 Débora: Eu não vi pela internet, eu vi da janela da minha casa, foi na minha rua isso. 

Mel fica preocupada.

Débora: Eu... eu nunca vi nada assim antes. A polícia está por toda a parte agora.

Hugo: Desculpa Débora, pelos meus risos, você realmente parece nervosa. Não é possível, deve ter uma explicação lógica para isso. Tenho  certeza que o doutor que vem jantar aqui em casa tem uma explicação pra isso.

Débora: (tentando recuperar a compostura) Talvez, Hugo. Eu realmente espero que tenha uma explicação lógica para isso. Eu até entendo a sua desconfiança, essa história parece absurda, mas eu sei o que eu vi. E não estou sozinha nessa história, tem várias outras pessoas que viram o mesmo que eu.

Hugo: Tudo bem, vou manter os olhos abertos.

Débora: Meu Deus gente! Vocês não assistem jornal não? Parecia algo de outro mundo! Igual aquele alienígena com a cara do Hugo que visitou a gente no passado e os outros seres com roupa da década de 40 que apareceram por aqui. 

Hugo: O doutor mandou uma mensagem dizendo que já está a caminho.




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