O Espelho do Tempo - Epílogo

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  Enquanto isso em um universo muito distante, em 2016, Agente Bel, Isabel, observa de um telescópio uma super nova e relata para doutor Isaac. Isabel: Então a catástrofe não foi no nosso universo?  Doutor Isaac: Não, a partir de hoje só existe o nosso universo, os outros se colidiram. Os espelhos se quebraram.  Hugo: O que isso significa para nós? O que acontecerá agora? Doutor Isaac: Significa que estamos livres de qualquer interferência.  Hugo: Finalmente. Doutor Isaac conversava em seu laboratório, quando a polícia aparece: O senhor está preso.  Doutor Isaac: O que foi que eu fiz?  Polícia: O senhor roubou materiais do grande colisor da Suíça. Hugo: O que está acontecendo? Por que estão prendendo o doutor Isaac? Doutor Isaac: Eu não roubei nada! Isso deve ser um engano! Polícia: Temos informações concretas de que o senhor esteve envolvido em um roubo de materiais valiosos do grande colisor de partículas na Suíça. Será levado sob custódia para escla...

O Mendigo e a advogada - Uma Chance para Mudança



 


Enquanto Pedro tem essa visão fantasmagórica na sua frente de um anjo de mais de 2 metros de altura, com enormes asas, diante do altar, ele tem um flash, ele lembra que se envolveu romanticamente com Rubi a 7 meses atrás, antes dela conhecer Tadeu. Pedro fica atordoado com essa revelação repentina, as lembranças de seu envolvimento com Rubi vêm à tona em sua mente. Ele se lembra dos momentos compartilhados, das conversas profundas, das risadas e do afeto que nutriam um pelo outro.


Pedro: (sussurrando) Eu me envolvi com a Rubi... antes dela conhecer o Tadeu. 

Quem é você? O que está acontecendo aqui?


Anjo: Eu sou um mensageiro enviado para você, Pedro. Um ser celestial que foi incumbido de trazer-lhe uma importante mensagem.


Pedro: Uma mensagem? Para mim? Mas por quê?


Anjo: Há muito tempo, você enfrentou uma série de desafios e tribulações em sua vida. Você passou por momentos difíceis e sentiu-se perdido, sem direção. Mas o seu caminho não termina aqui, Pedro. Há um propósito maior reservado para você.


Pedro, ainda atônito, tenta assimilar as palavras do anjo.


Pedro: Eu não entendo. Por que eu? Eu não sou especial ou importante.


Anjo: Cada indivíduo tem uma jornada única, Pedro, e o seu caminho tem um significado profundo. Você tem um potencial inexplorado e uma capacidade de fazer a diferença na vida das pessoas ao seu redor.


Pedro: Mas como? O que eu devo fazer?


Anjo: A resposta virá com o tempo, Pedro. Acredite em si mesmo e siga o seu coração. As respostas que você procura estão dentro de você. Esteja aberto às oportunidades que se apresentarem e não tema enfrentar os desafios que surgirem.


Pedro: E quanto a Rubi? O que acontecerá com ela?


Anjo: O destino de Rubi também é entrelaçado com o seu, Pedro. Vocês têm uma conexão especial, uma história que ainda não está completa. Confie no poder do amor e na capacidade de superação. O futuro de vocês está nas mãos de vocês mesmos.


Pedro começa a compreender a importância do momento e a mensagem do anjo.


Pedro: Eu farei o meu melhor. Darei o meu melhor para encontrar o meu propósito e cuidar de Rubi.


Anjo: Assim é o caminho, Pedro. Confie em si mesmo, nas suas habilidades e na orientação divina que está ao seu lado. Lembre-se de que você não está sozinho.


O clarão começa a desvanecer, e o anjo parece se dissolver no ar.


Anjo: Este é apenas o começo, Pedro. Esteja atento e preparado para o que está por vir. Que a luz divina o guie em sua jornada.


Pedro, emocionado e cheio de determinação, se sente renovado e motivado para enfrentar os desafios que o esperam. Ele sabe que algo maior está reservado para ele e que sua jornada está apenas começando. Com esperança no coração, Pedro parte em busca de seu propósito, pronto para enfrentar o desconhecido e proteger aqueles que ama.


Pedro começa a gritar: Cadê você?! Preciso saber se você não é uma brincadeira de alguém! Se tiver alguém ai apareça. 


O Padre aparece, e sem entender nada pergunta: O que está acontecendo Pedro? 


Pedro, ainda abalado com a visão do anjo e em busca de respostas, olha para o padre com olhos cheios de angústia.


Pedro: Padre, eu vi um anjo. Um ser celestial estava aqui, no altar. Ele me revelou algo que abalou minhas estruturas.


Padre: Um anjo? Pedro, você está bem? Parece perturbado. O que esse anjo lhe disse?


Pedro respira fundo, tentando se acalmar para compartilhar sua experiência.


Pedro: Ele disse que eu tenho um propósito, uma jornada especial a seguir. E... ele também me fez lembrar de algo importante. Eu me envolvi romanticamente com Rubi, antes dela conhecer o Tadeu.


O padre arregala os olhos, surpreso com a revelação inesperada.


Padre: Meu filho, isso é uma revelação significativa. Você tem certeza do que está dizendo?


Pedro: Tenho, padre. As lembranças vieram à tona diante da presença do anjo. Eu estava com Rubi antes de ela conhecer Tadeu, mas tudo isso foi apagado da memória dela. Agora, não sei o que fazer com essa informação.


O padre coloca a mão no ombro de Pedro, transmitindo calma e compaixão.


Padre: Pedro, essas são notícias complicadas, mas a verdade sempre encontra uma maneira de emergir. No entanto, é importante que você aborde essa situação com cautela e compreensão. Conversar com Rubi pode ser uma escolha sábia, mas leve em consideração as consequências e o impacto emocional que isso pode ter sobre ela e sobre o relacionamento com Tadeu.


Pedro balança a cabeça, reconhecendo a sabedoria nas palavras do padre.


Pedro: Você tem razão, padre. Preciso ser cuidadoso e considerar todos os lados dessa situação delicada. Farei o meu melhor para agir com honestidade e respeito.


Padre: Conte comigo, Pedro. Estou aqui para ouvi-lo e aconselhá-lo quando precisar. Lembre-se de que Deus está ao seu lado e guiará seus passos nesse caminho difícil.


Pedro sente um peso se aliviar em seu coração, sabendo que tem o apoio do padre e a certeza de que encontrará a orientação necessária para lidar com essa revelação impactante.


Pedro: Obrigado, padre. Sua orientação é de grande valia. Vou refletir sobre os próximos passos e buscar a melhor maneira de abordar essa situação.


O padre assente com um sorriso sereno, oferecendo seu apoio incondicional a Pedro em sua jornada em busca da verdade e da compreensão.


Padre: Pedro, acho melhor você dar uma caminhada na praia amanhã.


Pedro: Você acha que eu estou ficando maluco não é?


Padre: Não, Pedro, não acho que você esteja ficando maluco. Mas compreendo que essa experiência com o anjo e as lembranças repentinas podem estar causando uma grande agitação em sua mente e emoções. Uma caminhada na praia pode lhe trazer tranquilidade e clareza. O contato com a natureza e o som das ondas podem ajudar a acalmar seus pensamentos e permitir que você reflita sobre tudo o que está acontecendo.


Pedro: Talvez seja uma boa ideia. Preciso de um momento para organizar meus pensamentos e entender como lidar com essa revelação. Agradeço sua sugestão, padre.


Padre: Estou aqui para ajudar, Pedro. Lembre-se de que a praia pode ser um lugar de paz e renovação. Permita-se conectar com sua essência e confie que a resposta virá quando estiver pronto para recebê-la.


Pedro sente-se mais aliviado com as palavras do padre e a perspectiva de ter um momento para si mesmo na praia. Ele sabe que precisará refletir profundamente sobre suas ações e decisões futuras, considerando não apenas sua própria história com Rubi, mas também o impacto que a revelação terá em suas vidas.


Pedro: Vou seguir seu conselho, padre. A praia pode ser um refúgio para clarear minha mente e encontrar a direção certa. Mais uma vez, agradeço por sua orientação.


Padre: Que Deus o acompanhe, Pedro. Esteja aberto às respostas que surgirem em seu caminho. Estou aqui para ajudar sempre que precisar.


Com as palavras de encorajamento do padre, Pedro se despede e deixa a igreja com um novo sentido de propósito. Ele sabe que enfrentará desafios, mas está determinado a buscar a verdade e seguir o caminho que lhe foi revelado.


Na praia, ele encontra com Tadeu novamente: Ah não você de novo?! O que faz aqui?


Tadeu: Você é dono da praia por acaso, eu costumo caminhar toda a manhã aqui.


Pedro: Você não tem mais o que fazer? 


Tadeu: Olha só quem fala! O mendigo agora se acha no direito de questionar o que os outros têm para fazer. Eu tenho minhas próprias razões para estar aqui, assim como você.


Pedro: Sei... E quais são essas "razões" tão importantes que te trazem aqui todos os dias?


Tadeu: Não é da sua conta! Mas pelo menos estou ocupado fazendo algo, ao contrário de você, que não faz nada além de mendigar e vagar por aí.


Pedro: Você realmente não tem ideia do que estou passando, não é? Não faz ideia das lutas e dificuldades que enfrento todos os dias. Não julgue sem conhecer a realidade dos outros.


Tadeu: Ah, lá vem você com o discurso do coitadinho. Não me importo com as suas desculpas. Eu tenho minha vida, minha noiva e meu futuro. Não tenho tempo para me preocupar com os problemas dos outros.


Pedro: Talvez você devesse olhar além do seu próprio umbigo, Tadeu. Existem coisas mais importantes do que apenas o seu egoísmo e sucesso pessoal.


A discussão entre Pedro e Tadeu fica cada vez mais acalorada, com palavras afiadas sendo trocadas. Ambos expressam suas frustrações e diferenças de perspectiva. A praia se torna o cenário de um confronto entre dois mundos opostos, repleto de ressentimento e incompreensão.


Tadeu: Tá bom, vou olhar além do meu próprio umbigo, aceita tomar um café da manhã?


Pedro: Não estou com fome. 


Tadeu: Sério? Pensei que um mendigo vivesse morto de fome, mas faça como quiser. Acho que eu estava tentando ser amigável, mas se você não quer, não vou insistir.


Pedro continua sua caminhada na praia, deixando Tadeu para trás. Ele prefere manter sua distância e seguir em frente com seus próprios pensamentos e reflexões. Enquanto isso, Tadeu fica ali, refletindo sobre sua atitude e ponderando sobre como pode ser mais sensível e compassivo em suas interações com os outros. Ele volta até Pedro: 


— E se eu te oferecer um emprego?


Pedro: Tadeu me deixa em paz!


Tadeu: Estou falando sério, você já deve ter ouvido falar de mim, a Maia Engenharia é famosa por construir prédios nessa região, temos muitas vagas no nosso escritório, principalmente na área de serviços gerais.


Pedro: Por que você tá me oferecendo isso?


Tadeu: A Rubi, minha noiva, sentiu pena de você, eu preciso que ela me veja com outros olhos, preciso fazer o social com ela, você aceita esse emprego e eu ainda te ofereço um quartinho pra você morar, o que acha? 

Pedro observa Tadeu por um momento, tentando discernir as intenções por trás daquelas palavras. Havia uma mistura de auto interesse e genuína vontade de ajudar em seu olhar.


Pedro: Então, basicamente, estou sendo usado para que você se mostre um bom moço para a Rubi?


Tadeu, olhando desconfortavelmente para o chão: De certa forma, sim. Mas também estou oferecendo um trabalho e um lugar para ficar. E, quem sabe, pode ser um novo começo para você.


Pedro: E se eu aceitar, qual a garantia de que depois de conquistar a boa vontade da Rubi, você não vai me chutar de volta para as ruas?


Tadeu: Eu dou minha palavra. Eu sei que não significa muito agora, mas é tudo que posso oferecer.


Pedro hesita. A oferta é tentadora, mas ele não quer ser apenas um peão no jogo de Tadeu. No entanto, a ideia de ter um emprego e um lugar para ficar era muito atraente.


Pedro: Está bem. Aceito sua oferta. Mas fique sabendo que se houver algum jogo sujo da sua parte, sairei na mesma hora e contarei tudo para Rubi.


Tadeu acena em concordância: Justo. Vamos começar amanhã?


Pedro: Amanhã estarei lá.


Tadeu estende a mão para Pedro e ambos apertam as mãos, selando o acordo. Por enquanto, era um pacto frágil baseado em interesses mútuos, mas talvez pudesse evoluir para algo mais sincero e genuíno no futuro.


 Pedro sente uma tontura de repente ele tem um flash de quando Tadeu, lhe roubou um caderno na escola para passar na prova na sala de aula, Pedro estava prestes a cair no buraco quando é ajudado por Tadeu. 


Tadeu oferece uma água: Você está bem amigão?


Pedro aceita a água: Então, você pode ser uma boa pessoa? 


Pedro olha para Tadeu com surpresa e perplexidade, enquanto se apoia para não cair no buraco: 


— Estava tendo uma lembrança de quando você roubou meu caderno, na época da escola. 

Tadeu, parecendo desconfortável ao lembrar daquele incidente na escola, suspira.


Tadeu: Eu era um garoto estúpido naquela época. Não estou dizendo que mudei completamente, mas todos nós crescemos e aprendemos com nossos erros. Lamento pelo que fiz naquela época.


Pedro, respirando mais aliviado após beber a água, continua olhando para Tadeu.


Pedro: Você nunca teve a oportunidade de se desculpar ou sequer reconhecer o que fez. Eu sempre fui o "nerd" da sala, e você, o "popular". Nunca entendi porque você precisava fazer aquilo.


Tadeu olha para o mar, perdido em suas próprias memórias.


Tadeu: Eu sentia uma pressão imensa para ser o melhor em tudo. Meu pai sempre teve expectativas muito altas para mim. Ele achava que notas altas eram o único caminho para o sucesso. Eu sabia que estava errado em pegar seu caderno, mas naquela época, o medo de decepcionar meu pai era maior do que minha moralidade.


Pedro parece pensativo.


Pedro: Sabe, é engraçado como a vida dá voltas. Aqui estamos nós, anos depois, discutindo sobre um caderno e um emprego.


Tadeu sorri levemente: A vida realmente tem seus caminhos misteriosos. Eu espero que possamos deixar o passado para trás e tentar construir algo novo daqui em diante.


Pedro assente.


Pedro: Eu também espero, Tadeu. Mas saiba que essa segunda chance que estou te dando não é apenas pelo emprego. É para ver se realmente há algo de bom em você. E espero não me decepcionar.


Ambos se levantam e, juntos, caminham de volta pela praia, cada um refletindo sobre o passado e o futuro incerto.


Pedro: Como faço em relação a proposta pra ser zelador da sua empresa?


Tadeu: Isso quem resolve é o diretor, toma aqui o cartão dele. 


Pedro: E quando eu posso ir lá?


Tadeu: Você tem documentos mendigo? 


Pedro: Para ser uma pessoa melhor você poderia começar parando de me chamar de mendigo.


Tadeu: Tá bom! Você tem documentos Pedro?


Pedro: Eu perdi todos.


Tadeu: Então antes você tem que falar com a Rubi, ela trabalha lá na empresa também, ela é advogada de lá, ela pode resolver essa situação mas nada de dar em cima dela, viu? Estarei de olho!


Pedro: Eu entendo que você é noivo dela mas esse ciúme seu é doentio, você me conhece desde a escola e  você sabe que eu não sou de dar em cima de ninguém, não vai ser da sua noiva que eu vou dar, conheci ela anteontem. Vou falar com a Rubi sobre a situação dos documentos e ver se ela pode me ajudar a resolver isso. Agradeço a oportunidade.


Tadeu: Ótimo, é melhor você resolver essa questão dos documentos antes de ir à empresa. Assim, tudo estará em ordem quando você se candidatar à vaga de zelador. Sei que você vai agir com respeito e profissionalismo, isso foi só uma advertência.


Pedro concorda com Tadeu e se compromete a agir corretamente. Ele guarda o cartão do diretor da empresa e decide procurar Rubi para conversar sobre sua situação. Enquanto isso, Tadeu observa Pedro com uma mistura de desconfiança e esperança de que ele possa realmente se tornar uma pessoa melhor.


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