O Espelho do Tempo - Epílogo

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  Enquanto isso em um universo muito distante, em 2016, Agente Bel, Isabel, observa de um telescópio uma super nova e relata para doutor Isaac. Isabel: Então a catástrofe não foi no nosso universo?  Doutor Isaac: Não, a partir de hoje só existe o nosso universo, os outros se colidiram. Os espelhos se quebraram.  Hugo: O que isso significa para nós? O que acontecerá agora? Doutor Isaac: Significa que estamos livres de qualquer interferência.  Hugo: Finalmente. Doutor Isaac conversava em seu laboratório, quando a polícia aparece: O senhor está preso.  Doutor Isaac: O que foi que eu fiz?  Polícia: O senhor roubou materiais do grande colisor da Suíça. Hugo: O que está acontecendo? Por que estão prendendo o doutor Isaac? Doutor Isaac: Eu não roubei nada! Isso deve ser um engano! Polícia: Temos informações concretas de que o senhor esteve envolvido em um roubo de materiais valiosos do grande colisor de partículas na Suíça. Será levado sob custódia para escla...

O Espelho do Tempo - A volta ou não de Hugo ao seu tempo

 

Capítulo 10




Hugo e Dr. Isaac chegam ao local onde Hugo desintegrou no tempo. Eles encontram marcas no solo, mas o carro não está lá.

Hugo:

(Olhando ao redor, frustrado) Mas o carro estava aqui! Ele desapareceu junto comigo.

Dr. Isaac:

(Examinando o local) As marcas indicam que houve uma grande liberação de energia. Mas onde está o carro agora?

Um policial que estava de ronda se aproxima dos dois.

Policial:

(Olhando curioso) Posso ajudar, senhores? Estão procurando algo?

Hugo:

(Sentindo-se esperançoso) Sim, estamos procurando um carro. Um Escort Hobby 95 modificado. Ele estava aqui, mas agora sumiu.

Policial:

(Apensar, depois de um momento) Ah, sim. Eu lembro desse carro. Ele foi levado para o pátio da polícia. Estava completamente sem combustível, então tivemos que guinchá-lo.

Dr. Isaac:

(Interessado) Sem combustível? Isso explica muita coisa. Precisamos ver esse carro imediatamente. É extremamente importante.

Hugo e Dr. Isaac chegam ao pátio da polícia. Eles são guiados por um oficial até o carro, que está estacionado ao fundo do pátio.

Oficial:

(Apontando) Aqui está. Encontramos ele sem combustível nenhum e com algumas peças danificadas. O que há de tão especial nesse carro?

Hugo:

(Com alívio) Este carro é a chave para... um experimento científico muito importante. Precisamos levá-lo de volta para nosso laboratório.

Dr. Isaac:

(Sério, mas educado) Precisamos de autorização para levar o carro. Posso falar com o responsável?

O oficial os leva até o chefe do pátio, que após algumas discussões e explicações, finalmente concorda em liberar o carro para eles.

Com o carro agora em um reboque, Hugo e Dr. Isaac voltam ao laboratório de Isaac, onde começam a examinar o veículo.

Hugo:

(Observando o carro) Não acredito que estamos de volta com ele. Espero que possamos entender como tudo aconteceu.

Dr. Isaac:

(Concentrado) Vamos começar examinando o motor e o combustível. Precisamos entender como a viagem no tempo foi possível e como o carro sobreviveu à explosão.

Dr. Isaac abre o capô do carro e começa a analisar o motor e o sistema de combustível. Ele encontra vestígios do mini colisor de Hádrons e outros componentes avançados.

Dr. Isaac:

(Ao encontrar algo) Aqui está. O reservatório do mini colisor de Hádrons. Parece que a reação de fusão consumiu todo o combustível durante a viagem.

Hugo:

(Aproximando-se) E quanto ao fato de que o carro não explodiu?

Dr. Isaac:

(Pensativo) A estrutura do carro, feita com a lataria de foguetes espaciais, deve ter protegido contra a explosão inicial. Mas a falta de combustível impediu qualquer reação secundária. É uma sorte incrível.

Hugo:

(Esperançoso) Então, podemos tentar de novo? Voltar para o meu tempo?

Dr. Isaac:

(Determinado) Precisamos fazer alguns ajustes e reabastecer o carro. Mas sim, com a preparação adequada, acredito que podemos tentar. Mas precisamos ser extremamente cuidadosos desta vez.

Dr. Isaac e Hugo começam a trabalhar juntos, ajustando o carro e reabastecendo o sistema com o combustível especial. Eles testam cada componente para garantir que tudo esteja em ordem.

Hugo:

(Trabalhando no carro) Espero que desta vez funcione. Não quero ficar preso em outra época.

Dr. Isaac:

(Concentrado) Faremos funcionar, Hugo. Precisamos garantir que todos os parâmetros estejam corretos. Se algo der errado, as consequências podem ser catastróficas.

No dia 12 de novembro de 2001 na segunda feira, no dia seguinte. Isaac compra o ferro velho, ele é muito rico, por causa da herança de seus pais e das últimas economias que ele guardou quando trabalhava na Nasa Russa,  ele crê que talvez precise de muito metal para esse e futuros experimentos.

               Até que enfim né doutor!

 Calma querido! Você sabe que as coisas são complicadas!

 Complicadas até demais!

Se já não tivéssemos o veículo, eu poderia levar até 1 ano pra construir um, ou mais.

 Nem me fale uma coisa dessas! Mas quem garante que isso vai dar certo? Foi rápido demais!

 Você não tem escolha, ou é isso ou você teria que ficar aqui por 1 ano! Enfrentando olhares das pessoas e deixando sua família preocupada. 

— Bom, a primeira explosão não aconteceu nada pode ser que essa também não aconteça nada.

Hugo pensa: 

— Eu não tenho nada a perder mesmo.

 Não se preocupe meu querido, o risco maior é de você ir parar em um universo não planejado.

Hugo nervoso entra dentro do carro. E pensa:

             — É uma pena eu não poder me despedir de mim do passado!

Hugo dá a partida.

O ponto de saída que o doutor escolheu foi estratégico, se ele sair do ferro velho o ponto de chegada será no galpão do doutor no futuro. Desse jeito ninguém desconfiará de nada. Hugo acelera ao máximo como dá última vez, dando a volta ao contrário no túnel imaginário, ele vai em direção do que se acredita ser um buraco negro. Ocorre a explosão, não como planejado, o carro continuo no lugar com Hugo dentro e o ferro velho inteiro explodiu! O doutor que estava alguns km de distância volta ao local e ainda de longe vê o Escort Hobby 95, que um dia pertenceu a mãe de Hugo, despedaçado, e pedaços de seu corpo, espalhados pelo ferro velho incendiado. Os bombeiros chegaram logo, a imprensa demorou, porque era de madrugada. Foi uma madrugada que o doutor jamais esquecerá e se perdoará.





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