O Espelho do Tempo - Epílogo
2 anos se passaram, Hugo segue a sua vida, sem poder ver seu possível filho. O pai de Luana, sua ex-namorada, não deixou nem mesmo que eles fizessem o exame de DNA. Nilo por enquanto assumi a paternidade, ele não se importa pois Nilo é apaixonado pela Luana e tem mais condições de criar seu filho Leandro, e o pai de Luana o adora pois começou a trabalhar cedo.
Hugo continua malhando e voltou a praticar Karatê, graças ao novo corpo, um defeito que ele tinha no pé desde criança, sumiu. No Karatê já está na faixa verde, e no Judô, sua nova arte marcial, ele já está na faixa Amarela. As artes marciais, o ajudam a esquecer mais os problemas.
Hugo também agora é alistado do exército, sem escolha ele resolve servir para ganhar um pouco de dinheiro para começar a sustentar seu possível filho.
No exército Hugo reencontra um antigo colega, Yago Ferrari, ainda com seus cabelos cacheados e forte, ele tem 19 anos, ele já serve a 1 ano. Yago o reconhece:
—Você não é aquele moleque que estudou comigo?
— Qual o seu nome?
— Yago! Yago Ferrari.
Hugo olha para Yago com um olhar severo:
— Algumas coisas são difíceis de esquecer.
Yago, com aquele típico sorriso sarcástico e arrogante:
— Oh, que triste! Será que o pequeno Hugo vai chorar?
Hugo tenta se manter calmo:
Yago ri:
— Bem, sinto muito por ter interrompido sua infância perfeita. Deve ter sido traumático.
Hugo sente a provocação, mas decide não se deixar levar:
— O que você faz no exército, Yago? Roubando os pertences dos outros?
Yago solta uma gargalhada:
— Você tem uma imaginação incrível! Não, queridinho, eu estou aqui para mostrar o que é ser um verdadeiro soldado. Não para brincar de artes marciais.
Hugo, tentando se manter firme:
— Só espero que este lugar te ensine uma lição ou duas sobre honra.
Yago, com um sorriso maldoso:
— Oh, definitivamente me ensinou. Mas não a que você está pensando. E devo dizer, estou ansioso para te mostrar.
Hugo sente que a presença de Yago no exército vai ser um grande desafio para ele, não apenas por conta do passado, mas pela personalidade sarcástica e provocadora de Yago. Ele percebe que terá que manter sua postura e não se deixar provocar pelos jogos de Yago.
— Vamos continuar marchando antes que os oficiais nos peguem de conversa fiada aqui!
— Acho bom mesmo.
Yago já havia sido expulso da escola por enganar alguns alunos.
Depois de marchar um oficial chama Hugo para uma sala:
— Estou com seus exames aqui.
— E então?
— Quem faz as perguntas aqui sou eu!
Hugo se assusta.
— Está tudo normal com você. Tirando essa sua cara!
— O que é que têm a minha cara? Desculpe a pergunta.
— Você têm 18 anos certo? Mas a cara parece de 15! Na nossa corporação queremos militares com cara de homem! Então, eu te receitei esse remédio quero que você tome.
— Remédio?!
— Sim garoto! Um remédio que vai te deixar com uma cara mais masculina. Tratam-se de hormônios.
— Mas isso é seguro?! Desculpe eu só tomo remédios receitas por médicos.
— Eu sou o médico da corporação! Já esqueceu?!
O oficial aponta para seu diploma de medicina na parede:
—Você tem que prestar mais atenção!
Hugo hesita, olhando para o frasco de pílulas. Ele lembra das histórias sobre os efeitos colaterais dos esteroides e hormônios.
— Eu... Eu preciso pensar sobre isso, senhor.
O médico revira os olhos.
— Você acha que tem opção? Se não tomar esses remédios, pode considerar sua permanência aqui comprometida. Não estamos aqui para acolher adolescentes, mas sim homens.
Hugo engole em seco, sentindo o peso da pressão.
— Eu só queria entender melhor. Você pode me dizer mais sobre os efeitos colaterais?
O médico suspira com impaciência.
— Olhe, todos os medicamentos têm efeitos colaterais, mas os benefícios superam os riscos. Este hormônio vai ajudá-lo a desenvolver características mais masculinas, como uma voz mais profunda, mais pelos faciais, entre outros. Alguns efeitos colaterais podem incluir mudanças de humor, acne, e em casos raros, problemas hepáticos. Mas repito, os benefícios superam os riscos.
Hugo hesita. Ele entende a necessidade de se adequar às normas do exército, mas também teme as consequências potenciais à sua saúde.
— Eu preciso de algum tempo para pensar sobre isso.
O médico franze a testa, claramente irritado.
— Você tem até amanhã para decidir. Se não começar o tratamento, haverá consequências.
Hugo acena, pegando o frasco com relutância e saindo da sala. Ele se sente encurralado e inseguro sobre o que fazer. A pressão para se conformar às expectativas é intensa, mas ele também teme as consequências potenciais para sua saúde.
Hugo confiando no médico e com medo de perder seu posto de recruta, toma o remédio em casa, passado uma semana ele começa a notar uma mudança, bem radical em seu rosto, durante a semana ele vinha sentindo mais diferença em seus músculos que ficaram ainda maiores e sua barba vinha crescendo, começou a manter um bigodinho bem discreto, seu quartel permitia apenas bigodes desse tamanho. Houve uma pequena mudança em seu cabelo também, ficou mais duro. Sua mãe notou a diferença e se assustou no início e até desmaiou mas foi se acostumando e proibiu o filho de tomar aquele remédio, ela acha que eram anabolizantes e pediu pro filho sair daquele quartel, a mãe prometeu ajudá-lo com as despesas do seu neto. Ele decide acatar a decisão da mãe e antes de ir pro quartel pedir sua dispensa, ele vai ver Luana ela precisa falar das mudanças. Ela ainda mora na mesma casa com os pais. Hugo chama por Luana na porta da casa dela e o pai dela vai atender:
— O que você quer com a minha filha?!
— Sou eu seu Sebastião!
— Nunca vi você! Vai embora!
Luana aparece:
— Quem é pai?!
— Um estranho!
— O que você quer?!
— Falar com você. Sou eu o Hugo!
— Hugo?! Pai eu preciso ir falar com ele, ele não é o Hugo! Pode ficar tranquilo!
O pai da Luana balança a cabeça. Luana diz:
— Pai se for alguém perigoso você tá aqui perto! Vamos lá comigo!
Sebastião:
— Vou pegar minha arma!
— Deixa de ser exagerado!
Ela vai até o portão de encontro a Hugo:
— Quem é você?!
— Sei que vai ser difícil, você acreditar, mas eu sou o Hugo!
— Que brincadeira é essa?!
— Eu posso explicar.
Hugo olha pro pai de Luana que segura uma escopeta:
— Posso voltar outra hora...
Luana:
— Me explica agora! Quem é você!
— Você quer que sentir minha arma rapaz?!
— Não! Pelo amor de Deus! Seu Sebastião!
Hugo vai embora apavorado.
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