O Espelho do Tempo - Epílogo

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  Enquanto isso em um universo muito distante, em 2016, Agente Bel, Isabel, observa de um telescópio uma super nova e relata para doutor Isaac. Isabel: Então a catástrofe não foi no nosso universo?  Doutor Isaac: Não, a partir de hoje só existe o nosso universo, os outros se colidiram. Os espelhos se quebraram.  Hugo: O que isso significa para nós? O que acontecerá agora? Doutor Isaac: Significa que estamos livres de qualquer interferência.  Hugo: Finalmente. Doutor Isaac conversava em seu laboratório, quando a polícia aparece: O senhor está preso.  Doutor Isaac: O que foi que eu fiz?  Polícia: O senhor roubou materiais do grande colisor da Suíça. Hugo: O que está acontecendo? Por que estão prendendo o doutor Isaac? Doutor Isaac: Eu não roubei nada! Isso deve ser um engano! Polícia: Temos informações concretas de que o senhor esteve envolvido em um roubo de materiais valiosos do grande colisor de partículas na Suíça. Será levado sob custódia para escla...

O Espelho do Tempo - Déjà vu

Capítulo 3

                                                                           




Depois da notícia das mortes no bairro de Débora, antigo bairro de Hugo, a polícia foi acionada, o General reagiu a prisão bateu nos policiais mas foi baleado, os policiais cairiam desmaiados no chão, então o exército brasileiro resolveu tomar uma atitude, mandaram Caças perseguir o General que mesmo machucado ainda caminhava. 

General:

— Já vi essa história antes! Mas com aviões e não com essas “coisas” modernas!

Hugo fica vidrado na TV enquanto assiste à notícia da perseguição do general e o abatimento dele. Ele vê as imagens de várias pessoas assustadas e ouve o repórter dizendo que alunos de doutor Félix Lennon levaram a ave para o laboratório deles.                                                                                                             
Hugo: Doutor Félix! Eu sabia que ele tinha algo haver com isso.

Mel surge na sala:

Hugo: O General foi baleado, alunos do doutor Félix levaram ele pra um laboratório. 

Mel:

— Dr. Félix?! O mesmo que fabricou o seu antídoto? 

Mel se apavora e fica paralisada.

Thiago:

— O que aconteceu pai?!

Mel:

— Meu filho, outra hora mamãe explica pra você.

Depois que Thiago foi para o quarto, Mel conversa com Hugo sobre a notícia que a assustou tanto:

Mel: (visivelmente preocupada) Hugo, isso é muito perturbador. O Dr. Félix estava na Suíça certo? 

Hugo: (suspirando) Não tenho certeza, amor. Mas se lembrarmos, a ciência do Félix era muito avançada para a época dele. Ele tinha muitos projetos e experimentos que ninguém mais entendia. Talvez ele tenha deixado algo para trás, algum tipo de legado científico que seus alunos continuaram.

Mel: (apreensiva) Isso é muito arriscado, Hugo. Se eles estão brincando com a natureza, criando criaturas... isso pode ser muito perigoso.

Hugo: (concordando) Eu sei, amor. Mas agora, tudo o que podemos fazer é esperar por mais informações. Talvez o Dr. Isaac saiba de algo. Ele parece estar bem informado sobre os avanços recentes na ciência.

Mel: (nervosa) Eu só espero que isso não traga mais perigo para nós ou para a cidade. Essa criatura... a forma como Débora descreveu... é algo que nunca imaginei que veria em minha vida.

Hugo: (abraçando Mel) Vamos passar por isso juntos, como sempre fazemos. E vamos manter Thiago seguro agora.

Mel: (respirando fundo) Você está certo. Vamos esperar pelo Dr. Isaac e ver o que ele tem a dizer.

Eles se sentam juntos no sofá, aguardando a chegada do Dr. Isaac. O silêncio entre eles é preenchido pela tensão e preocupação, mas também pela determinação de enfrentar o que quer que o futuro traga, juntos.

O interfone toca, quebrando o silêncio entre eles, anunciando a chegada do Dr. Isaac. Eles se levantam, com a esperança de que ele possa fornecer alguma explicação, alguma resposta para os eventos bizarros e aterradores que estavam se desdobrando ao seu redor.

Hugo: Você tem alguma a coisa haver com isso doutor?

Doutor: Não, Hugo, eu não tenho nada a ver com isso. Não vejo o Félix há anos. Além disso, ele era um cientista respeitável, eu não consigo imaginar o que teria acontecido para ele ter se envolvido nisso.

Hugo: Estranho, né? Aquele cara apareceu no antigo laboratório dele, as histórias que estão sendo contadas... não parece algo normal.

Doutor: De fato, é muito preocupante. Precisamos descobrir o que está acontecendo.

Hugo: E o que podemos fazer?

Doutor: Vou entrar em contato com alunos do Félix, ver se descobrimos mais alguma informação sobre o que está acontecendo. Talvez possamos ajudar a encontrar uma solução para isso.

Hugo: Ótimo. Precisamos agir rápido antes que as coisas fiquem ainda piores. Vou tomar um banho aguarde aqui com a minha mulher

Doutor: Ok. Como é mesmo o seu nome? Mônica?

Mel: Mônica? Meu nome é Mayara!

Doutor: Não, não. Desculpe novamente, foi apenas um lapso de memória. Estou um pouco cansado hoje.

Hugo: Tudo bem, doutor. Vou tomar um banho rápido e já volto.

Enquanto Hugo se prepara para o banho, o doutor começa a observar a decoração da casa e pergunta sobre alguns objetos.

Doutor: Esse quadro é uma obra de arte! Quem é o artista?

Mel: Ah, esse é do meu enteado Leandro, ele é um artista autodidata.

Doutor: Impressionante! E essas estantes com tantos livros, vocês são uma família muito culta, hein?

Mel: É o Hugo que adora ler, eu confesso que leio mais nas redes sociais do que em livros, rs.

Doutor: Acredito que seja importante ter um equilíbrio, a tecnologia nos traz muitas informações, mas os livros nos proporcionam uma experiência mais profunda e significativa.

O doutor olha um retrato de Hugo e Mel em seu casamento, Hugo volta para a sala e se desculpa pela demora.

Hugo: Desculpe a demora, doutor. Vamos jantar?

Doutor: Sim, claro. Estou faminto.

Mel: Vou ali na cozinha pegar os pratos.

Doutor: OK. E senhorita, não se preocupe.

Mel: E não precisa me chamar de senhorita! Pode me chamar de Mel.

Hugo ri:  Temos muitos empregados e justamente hoje eles estão de folga, por isso a correria pra fazer o jantar, me desculpe.

Doutor: Não tem problema.

Hugo: Sente-se.

O doutor senta numa cadeira e Hugo também:

Hugo: Eu estava realmente precisando falar com o senhor.

Doutor: Sou todos os ouvidos. Ainda é sobre a viagem temporal?

Hugo: Mais ou menos. Quando algo sobrenatural acontece na minha cidade, eu só consigo imaginar que possa ter uma relação com esses tais universos que o senhor tanto fala.

Doutor: Sobre o homem misterioso? Por que você acha que ela tem relação com universo paralelo?! Nem sabemos se ele saiu mesmo do laboratório! Eu tranquei muito bem. As pessoas inventam bastante histórias.

Hugo: Ele está no laboratório dos alunos do Dr. Félix!

Doutor: Você tem ideia de quantos alunos ele têm por ai? Ele sumiu!

Hugo: Como você tem tanta certeza que ele não está morando por aqui?!

Doutor: Certeza eu não tenho. Mas na fatura do meu cartão constava uma passagem para a Suíça.

Hugo: Mas isso faz muito tempo!

Doutor: Isso já são águas passadas. Nunca mais teve notícia daquele sujeito que estava com você, qual é nome dele?

Hugo: Yago? Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe!

O doutor ri:

— Tá certo! Eu fiquei sabendo do sequestro!

— Você viu? Mas você não estava lá quando ele me sequestrou.

— Vi, pelas câmeras de segurança do laboratório.

— Não foi só isso, eu estava até disposto a perdoar ele por isso mas aí prenderam ele de novo!

— Sério?! Não estava sabendo. Prenderam por que dessa vez?

— Aplicando golpes na internet mas voltando ao assunto, então você acha que o seu colega Dr. Félix não tem nada a ver com aquela homem?

— Eu tenho certeza que não! Ele está tanto tempo sumido que acredito que não seja ele não.

 Os alunos de doutor Félix ficaram surpresos ao descobrir que o general  ainda estava vivo, mesmo após ter sido desacordado pelos soldados. Eles rapidamente o levaram para a enfermaria, onde puderam examinar seus ferimentos e avaliar seu estado de saúde.

Enquanto isso, os soldados que o haviam capturado estavam perplexos com a resistência incomum do general. 

Os alunos de doutor Félix começaram a realizar testes para avaliar as habilidades físicas do general e descobriram que ele parecia ter uma força e resistência muito maiores do que a de uma pessoa normal. Além disso, eles notaram que havia algo estranho em sua aparência, com manchas escuras e salientes no rosto e no corpo.

Aluno 1: Alô, doutor Félix, somos nós, os seus alunos. Precisamos te contar algo urgente.

Doutor Félix: O que houve?

Aluno 2: O homem que saiu do seu antigo laboratório, aquele que estavam procurando, nós o encontramos.

Doutor Félix: E então?

Aluno 1: Ele está vivo, doutor.

Doutor Félix: Como assim vivo? Ele foi baleado!

Aluno 2: Nós examinamos o corpo dele, e descobrimos que ele não foi atingido por nenhuma bala. Parece que foi apenas um desmaio ou algo assim. Os tiros parecem ter sido de raspão. Ele parecia ser um homem bastante habilidoso com táticas de guerra.

Doutor Félix: E agora? Quanto tempo você acha que a mídia vai começar a me culpar e a descobrir meus experimentos?

Aluno 1: Já levamos ele para a nossa clínica. Vamos cuidar dele e mantê-lo em observação e longe da sociedade

Doutor Félix: Muito bem. Me mantenham informado sobre o estado dele. Espero que não sobreviva.

Aluno 2: Certo, doutor. Até mais.


Enquanto os alunos de Dr. Félix conversam no telefone o general acorda nu, amarrado encima de uma maca.

Aluno 1: Ele está se mexendo, está vivo!

Aluno 2: O que está acontecendo? Ele está se desprendendo!

Aluno 3: Rápido, tentem conter ele!

(O General usa sua força e se desamarra)

Aluno 1: Ai meu Deus, ele está solto!

Aluno 2: Cuidado, ele está vindo em nossa direção!

Aluno 3: Vocês não ouviram o doutor Félix? É melhor chamarmos as autoridades imediatamente.

(O General ataca os alunos, derrubando a mesa e quebrando equipamentos)

Aluno 1: Ele é forte demais!

Aluno 2: Precisamos sair daqui antes que ele nos machuque!

Aluno 3: Vamos tentar imobilizá-lo com essas cordas.

(Tentam imobilizar o General com cordas, mas ele consegue se soltar e segura um aluno pelo pescoço.

General: Vocês estão pensando que eu sou algum animal para me laçarem?! Eu só quero uma informação, aonde mora Hugo e Yago?! 
 
Aluno 1, sufocado: Eu...eu não sei!

O General joga o aluno morto no chão.

Aluno 2: Por favor! Não me mate, pegue esse endereço, é onde está o arquivo de Doutor Félix, eu não sei nada sobre esse Yago mas sei desse Hugo, ele fabricou um antídoto pra ele no passado, deve ter alguma informação dele no arquivo.

General: Ótimo. Era o que eu queria ouvir mas um endereço não adiantaria, eu me sinto perdido nessa cidade, você vai me guiar até esse arquivo!

O General se olha no espelho:

— Ainda estou com essa pele ridícula na cara que o pai desse doutor me causou! Meus cabelos estão caindo, tudo por causa desse antídoto mas não imaginava que o filho de Charles fosse um adulto, ele dizia que era um bebê. 

Enquanto isso na mansão de Hugo, ele ainda conversa com Isaac na sala:

Hugo: Aproveitando que minha esposa ainda está organizando o resto do jantar eu gostaria de falar com o senhor sobre um assunto que eu não queria que ela ouvisse…

Doutor Isaac: Sou todo ouvidos.

Hugo: Anos atrás, trabalhou aqui em casa a ex namorada do meu melhor amigo Júlio, a Mônica, minha mulher disse que você a conhecia.

Doutor Isaac (envergonhado) Mônica? Sim, já ouvi falar dessa moça.

Hugo: Ouviu falar como?

Doutor Isaac: Você do futuro, aquele que morreu na explosão, no universo paralelo dele ele tinha me falado de uma Mônica parecia ser uma ex-namorada dele, você chegou a namorar ela aqui?

Hugo: Eu? Não, nunca namorei com ela. Mas ela disse que teve um sonho comigo e teve um Déjá Vu. Eu estou preocupado com isso.

Doutor Isaac: Interessante. O Déjá Vu é um fenômeno que ocorre quando o cérebro tenta associar uma nova experiência com uma memória já existente. Pode ser algo simples como uma sensação de familiaridade com um local ou uma pessoa, ou algo mais complexo como um sonho premonitório.

Hugo: Então você acredita que a Mônica possa ter tido um sonho premonitório comigo?

Doutor Isaac: Não posso afirmar com certeza, mas é uma possibilidade. O que exatamente ela sonhou?

Hugo: Eu a namorava e nos encontrávamos numa sorveteria, lá nós terminamos por causa do meu amigo. O segundo eu trabalhava numa sapataria.

Doutor Isaac: Fascinante, Hugo. Essas experiências podem ser sinais de memórias de vidas passadas ou de universos paralelos. É algo bastante complexo e que ainda não compreendemos totalmente. Mas é interessante que você tenha tido essas experiências relacionadas à Mônica.

Hugo: E o que isso pode significar? Eu não entendo muito bem.

Doutor Isaac: Não há como saber com certeza, mas talvez seja um sinal de que essa pessoa é importante para você de alguma forma, talvez no futuro. Mas como eu disse, ainda é um mistério.

Hugo: Compreendo. Obrigado por esclarecer minhas dúvidas, doutor.

Doutor Isaac: Sempre que precisar, estou aqui para ajudar. Mas agora, vamos voltar para a sala de jantar antes que a Mayara nos chame de volta.





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