O Espelho do Tempo - Epílogo
Yago no dia seguinte à viagem no tempo, decide retornar ao quartel. Ele é barrado por um soldado na entrada:
— O senhor não pode entrar!
— Que história é essa recruta?! Não tá me reconhecendo?
— Estou reconhecendo perfeitamente e foi nos dado ordem pro senhor não entrar!
— Não só não entrar! Temos que algemá-lo!
— Me algemar?! Vocês vão me prender?!
— Sim! Foi você quem apontou uma arma para o Oficial Nunes e ajudou o outro recruta a bater na cabeça dele! Vimos na câmera!
— A câmera! Como fomos esquecer essa câmera! Mas quer saber não tou nem ai, pode me prender! E quanto ao recruta que bateu no oficial podem ficar tranquilo, porque ele não vai mais incomodar.
Yago é levado até a cela do quartel. O oficial que havia desmaiado, quando eles sequestravam Hugo, aparece com a cabeça enfaixada:
— Como vai Yago?
— Eu vou muito bem! Agora o senhor, não parece tão bem assim.
— "Ha ha ha". Que engraçadinho. Pois fique sabendo que o seu caso é pior do que ter apontado uma arma pra minha cara!
— O que pode ser pior do que eu ter apontado uma arma pra essa sua cara feia!
— Você foi dispensado do serviço militar!
— Grande coisa! Eu já sabia que isso aconteceria.
— Sei porque você está tranquilo. Afinal você já ganhava dinheiro traficando drogas e vendendo nossas armas não é mesmo?! Nega nessa minha cara feia!
Yago dando um sorriso irônico diz:
— Então você descobriu.
— E você ainda andava vendendo essas drogas pra alguns soldados daqui!
— Sim mas eu nunca cheirei um pozinho daquele. Eu precisava do dinheiro! Mas essas militarzinhos daqui são metidos a honestos e não consegui vender nada!
— Claro, com um comandante como eu, eles não podiam ser pegos fazendo coisa errada se não iam acabar como você! Que seja! Como você não é mais militar, já acionei a polícia. Você vai ficar preso numa prisão comum.
Yago:
— Prisão comum? Aqui nesse país? Arrumo um bom advogado e ele me tira rapidinho da cadeia.
— Com que dinheiro você vai pagar esse "bom advogado"?
— Não te interessa!
E foi isso que aconteceu mas quem pagou o "bom advogado" foi sua futura mulher, Leila, que tinha fetiche por bandidos, depois de passar alguns anos preso na cadeia ele é solto. Ele teve um inacreditável bom comportamento na cadeia.
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