O Espelho do Tempo - Epílogo

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  Enquanto isso em um universo muito distante, em 2016, Agente Bel, Isabel, observa de um telescópio uma super nova e relata para doutor Isaac. Isabel: Então a catástrofe não foi no nosso universo?  Doutor Isaac: Não, a partir de hoje só existe o nosso universo, os outros se colidiram. Os espelhos se quebraram.  Hugo: O que isso significa para nós? O que acontecerá agora? Doutor Isaac: Significa que estamos livres de qualquer interferência.  Hugo: Finalmente. Doutor Isaac conversava em seu laboratório, quando a polícia aparece: O senhor está preso.  Doutor Isaac: O que foi que eu fiz?  Polícia: O senhor roubou materiais do grande colisor da Suíça. Hugo: O que está acontecendo? Por que estão prendendo o doutor Isaac? Doutor Isaac: Eu não roubei nada! Isso deve ser um engano! Polícia: Temos informações concretas de que o senhor esteve envolvido em um roubo de materiais valiosos do grande colisor de partículas na Suíça. Será levado sob custódia para escla...

O Espelho do Tempo - Alucinação ou Viagem no Tempo?

 Capítulo 4



            Yago: 

            — Estou passando mal!

O soldado misterioso aponta para Hugo que está desmaiado: 

 Seu amigo ai está mais mal ainda!

— Ele não é meu amigo! Somos apenas colegas! Nunca escolheria um covarde pra ser meu amigo! E muito menos alistaria ele no meu exército!

 Já falei que eu não acho ele um covarde! Muito pelo contrário, se mostrou corajoso em muitos momentos. Quero que você carregue ele!

— O quê?!

— Ele está desmaiado e pode ser que ele ainda se negue a entrar no nosso exército, por precaução vou amarrá-lo.

O soldado misterioso pega seu cadarço e amarra os punhos de Hugo que ainda está desacordado.

— Pronto, pode carregá-lo!

  Carrega você!

  Você perdeu a noção do perigo?!

  Quem perdeu foi você! Cadê minha arma?!

 — Acho que derreteu, como as moedas do meu bolso! Por alguma razão objetos de metais derretem ou explodem durante a viagem!

Tudo o que eu estou vendo, é uma alucinação!

— Acho que a viagem está deixando a gente meio biruta.

 — Talvez.

  Então?! Vai ou não carregar o nosso futuro recruta?!

— Por que você mesmo não carrega?!

— Eu sou o seu superior!

— Você não passa de uma alucinação de merda da minha cabeça! E você não é nem um oficial, não passa de um recruta também. 

Yago empurra o soldado misterioso, que depois o puxa pela camisa:

— Você depende de mim, seu merda! Como você acha que vai voltar para a sua cidade?! Só eu sei o caminho!

Yago ri: 

— Eu não sou tão burro assim, eu não arredo o pé daqui! É só esperar o momento que os raios acendem!

 — E vai perder a sua recompensa?!

Eu espero que, pelo menos, a recompensa seja real. 

Hugo acorda: 

— Aonde eu estou?! O que aconteceu?!

Yago:

— A bela adormecida acordou!

Soldado misterioso: 

— Seja bem-vindo a minha cidade!

— Que lugar é esse?! E por que me amarraram?!

 — Você está na minha cidade! A única coisa que se diferencia da sua é a aparência e o calendário, aqui estamos no ano de 1944!

— Seu maluco! Me desamarre!

— E permitir que você fuja? Não mesmo!

— Pra onde eu vou fugir?! Se eu não sei nem onde estou?!

— Tem razão. Vou te desamarrar. Quero que você me siga! Se tentar entrar naquele raio que acende, a gente vai atrás de você de novo!

Hugo:

— Eu não sou maluco! Nem vou tentar! Não quero levar um choque de novo!

Hugo se levanta e com Yago ele segue o soldado misterioso que o leva até a um Cadillac, da década de 40, ele está estacionado no mesmo lugar que o soldado deixou da última vez, antes de atravessar o portal do tempo.

— Que carro estranho!

Soldado misterioso: 

— É um Cadillac, 40.

Hugo: 

— Eu devo estar num sonho. Deve ter sido o choque!

Yago: 

— É um delírio da nossa mente! Mas não se preocupe, quero ver se a recompensa é tão real quanto a nossa roupa. Ai a gente dá um jeito de acabar com isso.

— Se vocês não entrarem no automóvel, quem vai acabar com vocês sou eu!

Hugo: 

— O carro realmente é bonito mas eu nem sei como entrar nele.

Soldado misterioso: 

— Pela porta de trás!

Dentro do carro Hugo pergunta: 

Yago? Você já esteve aqui?!

— Nunca. Mas só aceitei participar desse experimento, porque o carinha aqui parece ser real e eles me ofereceram muita grana.

 — Queremos formar um exército, para compensar as baixas da guerra, vamos surpreender nosso führer e mostrar que o Brasil não está de brincadeira!

Hugo: 

— E como esperam conseguir isso?! Obrigando as pessoas a tomarem anabolizante e as sequestrando?

 — Por que não?! Aqui na minha cidade temos pouca gente e as pessoas tem preconceito com o Nazismo.

— Preconceito?!

Hugo olha surpreso para as ruas da década de 40, pra ele aquilo tá muito real pra ser um sonho.

O soldado chega no que seria o quartel de Hugo no futuro. Ainda é apenas uma área deserta para treinamentos dos soldados aliados dos nazistas. No que seria a sala do oficial, era um galpão para guardar armamento. Eles vão até esse galpão, o grupo de dez homens estava lá dentro aguardando o soldado misterioso:

— Já chegou?!

 Como já cheguei?! Eu passei semanas atrás do nosso outro recruta.

Soldado: 

— Semanas?! Acho que a viagem realmente não faz bem pra sua cabeça, foram só alguns minutos.

Soldado misterioso: 

— Deve ser o efeito da viagem.

Soldado: 

— Se essa viagem for real!

Soldado misterioso: 

O importante é que eu estou com esses dois novos recrutas. Quero que vocês amarrem esse rapaz aqui.

Ele aponta pra Hugo. Os soldados amarram Hugo que se assusta:

— Pra que amarrar de novo?! Eu não obedeci você?! Eu vim até aqui!

 Veio até aqui, mas ainda não é um nazista! Vejo que não está convencido, pra isso vamos ter que aplicar nosso método.

Hugo: 

 Método? nazista? Vocês são neonazistas?!

Soldado:

— Neonazista? É a primeira vez que escuto esse termo.

Soldado misterioso, sorri:

— É assim que eles nos chamam na cidade deles.

—  Acho que o Yago tem razão estamos tendo uma alucinação coletiva.

 Também pensei ser alucinação mas parece tudo bem real pra mim. Nas grandes guerras acontecem coisas mágicas, como conhecer vocês. Primeiro deixe eu me apresentar, eu sou um viajante de outra cidade, de mesmo nome que a sua, só que a nossa é mais modesta e nosso exército é aliado de Hitler, nosso führer.  Os soviéticos estão ganhando a guerra e perdemos muitos soldados. Estamos quase desaparecendo! Precisamos de novos recrutas! Pode parecer loucura o que eu falei mas não tinha outro jeito de falar. Ás vezes nem eu mesmo acredito que o destino esteja nos dando essa oportunidade.

 Vou fingir que eu acredito nessa sua história. Por quê não recrutar pessoas daqui?!

  Já falei aqui tem pouca gente e das poucas pessoas nenhuma tem coragem de se aliar ao nazismo. Bom, eu já recrutei seu amigo Yago, agora você já está pronto pra entrar no nosso exército, em breve recrutarei a maioria dos soldados do seu universo, os que não concordarem, morrem! 

Soldado: Hora da tatuagem!

Hugo:

— Tatuagem?

 Sim! Temos a nossa tatuagem oficial do quartel, levem nosso amigo para fazer uma tatuagem!

 Relaxa, Hugo! 

Yago levanta a camisa e mostra que também tem uma tatuagem na costa: 

 A tatuagem é maneira! É de uma ave.

 Sim! A ave que representa o nosso grupo a Fênix! Nós nazistas vamos renascer das cinzas!

Hugo:

Vocês são loucos!

O soldado nazista depois de Hugo tê-lo chamado de loucos dá uma coronhada de uma metralhadora  fazendo ele desmaiar novamente. Do lado de fora Hugo faz a força a tatuagem, já tinha uma mesinha com banquinhos e equipamentos de tatuagem esperando novos recrutas. Hugo tinha o sinal de nascença, justamente na parte em que costumavam tatuar. O soldado volta ao galpão de armamentos e explica a situação do sinal ao comandante que autoriza tatuarem na parte inferior direita da barriga. Terminada a tatuagem Hugo acorda e o soldado tatuador diz:

— Vai levar uma semana pra cicatrizar!

 O que vocês fizeram comigo?!

A tatuagem!

Hugo olha sua barriga tatuada com a Fênix e diz:

Eu quero ir embora daqui!

Soldado aponta novamente a metralhadora pra Hugo e diz de forma sarcástica:

— Só se for morto!

No galpão o soldado tatuador guarda a sua arma.

Soldado misterioso: 

 Agora o tratamento de lavagem cerebral!

 Por favor! Não!

— Se não quer o tratamento então aceite imediatamente passar para nosso batalhão, simples. 

— Mas eu não quero entrar pro batalhão de vocês!

— Sabe o que eu mais gosto de em você? É essa sua coragem pra dizer as coisas. Podem desamarrá-lo! 

Soldado: 

— Tem certeza, senhor?!

Soldado misterioso: 

— Vocês têm problema auditivo?! Soltem ele!

Os soldados soltam Hugo. O soldado misterioso então diz:

— Yago!

— Sim?

— Quero que você me dê uma prova de sua lealdade. Esse recruta que nós trouxemos da sua cidade, não quer se convencer a entrar no nosso batalhão!

— O quê você quer que eu faça?!

— Mate ele!

Hugo: 

— O que?!

Mate ele! Tá esperando o quê Yago?! Mate!

Hugo ameaça ir pra cima de Yago, os soldados impedem. Yago pega uma metralhadora, aponta pra Hugo e diz:

— Esse vai ser o momento mais prazeroso da minha vida!

Hugo fica paralisado de medo. É então que o inesperado acontece Yago atira no soldado misterioso, matando-o e antes que os seus homens pudessem reagir ou pegar uma arma, ele mata todos. Deixando ele e Hugo sujos de sangue. Hugo assustado diz:

— O que você fez?!

— Eu salvei sua vida! Queria que eu oferecesse uma massagem neles?

— Você matou esses homens!

— Você queria que eles nos matassem?! E eu só fiz isso porque eu odeio receber ordens!

— Se odeia receber ordens?! O que fazia servindo o quartel e a esses nazistas?!

— Já te falei, eu preciso do dinheiro! Meu pai tá numa pior, sua loja de eletrônicos veio a falência, minha mãe é dona de casa, minha irmã era escorada na mesada do meu pai! Só sobrou pra mim, ter que sustentar aquela casa.

— Não era pra você ter matado esses homens!

Você queria o quê?! Deixar eles matarem a gente?! Eles não iam matar só você! Iam me matar também, quando eu decidisse sair fora. Entenda, são apenas alucinações da nossa cabeça.

 — Esse sangue parece muito real pra mim! Se é uma alucinação então estamos tendo a mesma alucinação.

— E se for real?! O que você queria que eu fizesse?! Deixassem ele matar a única pessoa que parece ser real pra mim?

— Não, a gente dava um jeito! A gente podia lutar juntos. Fiquei sabendo no exército que você faz Kung fu.

— Sim, sou faixa preta.

— Faço Karatê e Judô, com a sua ajuda podíamos tentar derrotar no punho esses caras.

— Você continua o mesmo ingênuo de sempre! Você já viu as armas desses caras?! Como íamos vencer no punho?!

— Eles tinham guardado suas armas! O único armado era você! E se for mesmo um fruto da nossa imaginação, isso não seria um problema.

— Mas mesmo com toda a nossa técnica eles eram mais do que a gente.

— Talvez você tenha razão. Mas matar é uma coisa que não passa pela minha cabeça. Enfim, o que foi feito já foi feito, pra onde vamos agora?

— Pra lugar nenhum.

— Você tá louco precisamos ir embora!

— A alucinação já deve estar passando.

— Pensei que pra acabar com essa alucinação precisávamos entrar naquele portal.

— Eu não tenho certeza, só fiz essa viagem uma vez na minha vida.

— Alucinação ou não alguém pode chegar!

—Tá bom, seu medroso! 

Hugo e Yago saem da área mas antes eles tiram do bolso do soldado misterioso a chave do Cadillac. Eles estavam acostumados a dirigir carros do quartel que tinha direção dura mas a direção do Cadillac era algo que eles nunca tinham visto, além da marcha complicada.

Hugo: 

— Não dá pra andar mais rápido com essa coisa?!

— Eu nunca vi um carro como esse! Eu nem sei passar da segunda marcha! E esse carro é uma lesma.

— Minha nossa! Se não sabe dirigir, deixa que eu dirijo! 

— Boa ideia! Mas antes podemos entrar naquele barzinho.

— Você não tá pensando em beber aqui nesse lugar!

— Já que você deu a ideia.

— Eu não dei ideia nenhuma!

— Pode ser uma boa ideia. Quem sabe bebendo nossa alucinação não passa mais rápido?



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