O Espelho do Tempo - Epílogo
Moisés segue sem rumo na rua, sua mãe liga pra ele sem parar preocupada, ele então decide atender, já faz um dia que Moisés não vai pra casa e já está quase amanhecendo, ele irritado diz pra mãe:
Cléo:
— Desculpa o incômodo, eu sou a mãe do Moisés, ele não voltou pra casa e eu estou muito preocupada. Eu preciso falar com ele.
Hugo:
— Claro, pode entrar. Nós estávamos preocupados com ele também, ele saiu daqui correndo ontem à noite.
Cléo entra na mansão e olha ao redor, impressionada com o luxo do lugar. Ela se senta no sofá da sala e observa Hugo, que se senta em uma poltrona em frente a ela.
Cléo:
— Desculpa perguntar, mas eu acho que te conheço de algum lugar.
Hugo:
— Você deve estar me confundindo...
Mel:
— Ela deve te conhecer das colunas sociais, as notícias hoje em dia estão saindo rápido.
Cléo:
— Sim eu vi que foi aniversário da sua filha, foi assim que eu descobri o endereço de vocês, meu filho também me falou que estava aqui.
Cléo vê uma foto de Hugo, de quando ele era jovem jogado no sofá da sala:
— Meu Deus! É incrível como você se parece com ele!
Hugo:
— Sim, é muito curioso. Eu acho que isso é apenas uma coincidência.
Cléo:
— Eu sei que pode parecer loucura, mas eu sinto que meu filho e você estão ligados de alguma forma.
Hugo:
— Eu entendo que você esteja preocupada, mas eu não sei o que mais eu posso fazer para ajudar. Talvez Moisés precise de ajuda profissional.
Cléo:
— Eu entendo. Desculpa incomodar, eu só queria ter certeza de que meu filho está bem.
Moisés enquanto isso vai até o local interditado para ver o buraco negro misterioso de perto, mas é barrado por um segurança:
Segurança: Desculpe, senhor, mas essa área está interditada. Ninguém pode se aproximar.
Moisés: Eu entendo, mas eu tenho uma curiosidade enorme em relação a esse buraco negro. Moisés mente: Sou um estudante de astronomia e gostaria muito de ver de perto.
Segurança: Sinto muito, mas as ordens são claras. Ninguém pode se aproximar. É perigoso.
Moisés fica frustrado, mas entende a situação. Ele agradece o segurança e volta para a mansão de Ana, ainda pensando na possibilidade de ter alguma conexão com Hugo e Mel. Ele encontra a mãe dele lá:
Moisés, finalmente te encontrei! Estou preocupada com você, por que não atendia minhas ligações?
Moisés:
Desculpa mãe, eu precisava de um tempo sozinho.
Cléo:
Mas você ficou vagando por aí sem dar notícias? E o que está fazendo aqui na casa dessas pessoas?
Moisés:
Eu conheci a Ana, filha deles, e acabei vindo na festa de aniversário dela. Mas as coisas ficaram estranhas quando esse senhor me confundiu com alguém que ele conheceu no passado.
Cléo:
E você acredita nisso?
Moisés:
Não sei, mãe. Mas eu não posso negar que o rosto dele me lembrou alguém.
Cléo:
Isso é muito estranho. Mas eu também tive essa sensação. E o que você vai fazer agora?
Moisés:
Eu não sei.
Cléo: Tudo bem, filho. Eu confio em você. Mas e a festa de aniversário como foi?
Moisés: Foi complicado, mãe. Esse senhor me confundiu com alguém do passado dele e ficou muito agressivo. Acabei saindo da festa e fui dar uma volta.
Cléo: Meu Deus, que situação! O que você fez?!
Hugo: Peço desculpas novamente pela situação, não foi minha intenção.
Moisés: Não aconteceu nada mãe! Ele só ficou um pouco assustado, eu estou bem. Fico pensando no que pode ter acontecido no seu passado senhor, pra que me confundisse assim.
Cléo: Sim, é uma situação estranha. Mas não se preocupe agora. Vamos descansar e conversamos mais sobre isso amanhã.
Moisés: Certo, mãe. Obrigado por estar aqui comigo.
Cléo: Sempre, meu filho. Sempre estarei aqui por você.
Moisés: Mãe eu vou ficar aqui na casa de Hugo!
Cléo: O que?! Você tá maluco menino?!
Moisés: Eu não me sinto confortável lá na nossa casa com aquele cara morando com você....
Cléo: Deixa disso!
Moisés: E além do mais... a Ana é minha futura namorada.
Hugo e Mel: Como é que é?!
Cléo:
— Como assim sua futura namorada? Vocês se conheceram há pouco tempo.
Moisés responde:
— Eu sei que é cedo, mas eu sinto algo diferente por ela, algo forte. E eu acredito que ela também sente o mesmo por mim.
Mel interrompe:
— Isso é loucura, Moisés. Você mal a conhece e já está pensando em namoro? Além disso, você é filho da Cléo, uma pessoa muito humilde. Não tem como isso dar certo.
Cléo se incomoda com a postura de Mel e fala:
— A riqueza não é tudo na vida, Mayara. O que importa é o amor e o respeito. Se Moisés e Ana se gostam de verdade, não há nada que impeça o namoro deles.
Mel concorda com Cléo e fala para Moisés:
— Se vocês realmente se gostam, eu apoio o namoro de vocês. Mas é importante que vocês se conheçam melhor antes de tomar uma decisão tão séria.
Moisés fica aliviado com a reação de Mel e Cléo, mas ainda preocupado com a desconfiança de Hugo. Ele decide conversar com Ana sobre tudo o que aconteceu e esclarecer as coisas.
Hugo: Mel! O Moisés pode ser irmão da Ana! Eles não podem namorar, não agora.
Ana aparece na escada: Como é que é?!
Cléo: Que história é essa?!
Ana desmaia.
Hugo e Mel correm para ajudar Ana, enquanto Cléo tenta explicar a situação. Moisés se aproxima para ajudar, mas é impedido por Hugo:
— Você já causou problemas demais aqui. Deixe-nos resolver isso.
Cléo tenta se desculpar e explicar a situação, mas a confusão só aumenta. Ana acorda, confusa e assustada:
— O que está acontecendo? Por que eu desmaiei?
Hugo tenta acalmar a filha e diz que precisam conversar. Mel pede para Cléo sair da casa e resolver as coisas em outro momento. Moisés fica na sala, desconfortável e sem saber o que fazer.
Ana acorda e se sente tonta. Hugo ajuda a filha a se levantar e a leva para o sofá. Ele diz: Ana, eu sinto muito por tudo isso. Eu sei que é difícil de acreditar, mas vamos conversar e tentar entender juntos o que está acontecendo.
Moisés se aproxima de Ana e diz: Ana, essa história que seu pai acabou de dizer é absurda. Mas isso não muda o fato de que eu gosto muito de você e quero estar ao seu lado.
Ana ainda está atordoada e não sabe o que pensar. Ela olha para a mãe e pergunta: Por que você nunca me contou sobre o Moisés, mãe?
Cléo suspira e volta até a sala: Eu sei que errei em não te contar antes, Moisés. Mas você é adotado. Eu não queria te envolver nessa história complicada, mas agora não há mais como esconder a verdade. Desculpe-me.
Moisés fica em choque, sem saber como reagir. Ele olha para Cléo e pergunta: Adotado? Como assim? Por que você nunca me contou?
Cléo respira fundo e se senta ao lado dele. Eu queria protegê-lo, meu filho. Mas agora a verdade veio à tona. Você foi deixado em um orfanato quando era um bebê. Te tirei de lá você ainda era muito pequeno. Eu te peguei e te criei como se fosse meu próprio filho. Eu te amo muito Moisés, e nada disso muda isso.
Moisés fica em silêncio, processando a informação. Ele se sente confuso e traído. E o meu pai biológico? Ele realmente pode ser o Hugo? O pai da Ana!.
Cléo suspira novamente. Felizmente, acho que não. Não havia nenhum documento ou informação que pudesse nos levar até ele. Mas isso não importa agora. Você é meu filho, e isso é o que importa.
Moisés fica em silêncio por mais alguns instantes, pensando em tudo o que acabara de descobrir. Finalmente, ele olha para Cléo e diz: Eu preciso de um tempo para pensar sobre tudo isso. Eu preciso clarear a cabeça.
Cléo concorda, e Moisés se levanta e sai da sala.
Hugo olha para todos e diz: Vamos conversar com calma e tentar resolver tudo isso da melhor forma possível. Nós somos uma família, e mesmo que seja uma situação inesperada, vamos enfrentá-la juntos.
Mel: Família?! Você me esconde um filho e vem me falar em família?!
Hugo: Mel, não temos certeza se Moisés é realmente meu filho biológico!
Mel: Só falta você me dizer que esse filho é seu com aquela Leila!
Ana: Que Leila?
Moisés volta pra sala irritado: Eu não sou irmão de Ana! Como isso é possível, é mais provável que eu seja você Hugo, do passado ou futuro sei lá...
Hugo fica ainda mais surpreso com a acusação de Moisés. Ele respira fundo e tenta manter a calma:
— Moisés, eu entendo que essa história toda está te deixando confuso e assustado, mas não é certo ficar fazendo acusações sem provas. E eu garanto a você que eu não sou você do passado ou do futuro. Somos duas pessoas diferentes.
Moisés se senta no sofá, ainda agitado:
— Desculpa, eu não sei o que tá acontecendo comigo. Essa história toda tá me deixando maluco. E eu não sei mais o que pensar sobre a minha própria vida.
Hugo se aproxima de Moisés e coloca a mão em seu ombro:
— Eu entendo que não é fácil lidar com essas coisas, mas não se preocupe. Vamos tentar descobrir juntos o que está acontecendo e como podemos resolver isso.
Moisés suspira, ainda um pouco perturbado:
— Tudo bem. Eu só quero entender o que está acontecendo comigo e com essa cidade maluca.
Hugo concorda com um aceno de cabeça:
— Então vamos juntos nessa jornada, Moisés. Juntos podemos descobrir a verdade sobre tudo isso. Uma pena que os cientistas que eram nossos amigos já não estão mais entre nós.
Moisés: Hugo, eu visitei aquele buraco negro.
Hugo: O quê? Como assim, Moisés? Você não poderia ter feito isso, é extremamente perigoso!
Moisés: Eu sei que foi arriscado, mas eu precisava ver com meus próprios olhos o que estava acontecendo lá. E eu vi algo muito estranho. Havia uma espécie de portal se formando dentro do buraco negro.
Hugo: Um portal? Isso é muito preocupante. Precisamos alertar as autoridades imediatamente.
Moisés: Eu concordo, mas acho que temos que ser cautelosos. Não podemos correr o risco de chamar a atenção de pessoas perigosas que possam estar interessadas nesse fenômeno.
Hugo: Tem razão, Moisés. Vamos manter isso em segredo por enquanto e tentar descobrir mais informações sobre o que está acontecendo.
Moisés: Eu vou continuar investigando por conta própria. Se eu descobrir algo importante, eu aviso vocês.
Hugo: Certo. Mas seja cuidadoso, Moisés. Não sabemos o que pode estar do outro lado desse portal.
Cléo: Moisés, vamos pra casa.
Hugo: Casa?! De jeito nenhum, a casa de vocês a partir de agora é aqui.
Mel: Que loucura é essa Hugo?!
Hugo: Eles não podem ficar longe Mel, Moisés pode fazer parte da minha família. Moisés pode ficar aqui o tempo que precisar.
Cléo: Não sei, Hugo, isso é loucura sua, não podemos aceitar.
Hugo: Não é loucura Cléo. Loucura é essa história toda.
Mel: Hugo, isso é uma decisão muito impulsiva. Não podemos tomar uma decisão dessas sem pensar nas consequências.
Hugo: Eu entendo, Mel. Mas é só enquanto a gente resolve esse problema. Precisamos ficar juntos, agora mais do que nunca. E a casa é grande, temos quartos sobrando.
Mel: Então que eles fiquem até que você faça um exame de DNA.
Hugo: Por mim tudo bem.
Moisés: Eu acho que seria legal morar aqui com a Ana. Mas não quero fazer teste de DNA nenhum.
Hugo: Moisés, como você quer namorar minha filha? E se você for irmão dela? É preciso fazer esse exame.
Ana: Eu não quero pensar nessa possibilidade.
Moisés: E muito menos eu, mas se não tem outro jeito de namorar a Ana, tudo bem.
Hugo: Não se preocupem com isso. Vamos cuidar uns dos outros.
Moisés: Além do mais eu acho uma boa ideia você ficar longe desse seu namorado mãe, esqueça ele, ele não presta! Você ainda não notou?
Cléo: Moisés, não fale assim. Você não tem o direito de julgar as pessoas dessa forma. E eu não posso simplesmente abandonar alguém que eu amo por causa de uma suspeita infundada.
Moisés: Suspeita infundada?! Mãe ele é mal educada, dá pra ver de cara.
Hugo: Cléo tem razão, Moisés. Você não pode simplesmente acusar alguém sem provas concretas. E não adianta ficar fugindo de casa, isso não vai resolver nada.
Mel: Hugo tem razão, Cléo e Moisés, vocês são bem-vindos aqui em nossa casa, mas precisamos resolver isso de forma pacífica e sensata.
Ana: Eu concordo com o papai e a mamãe. Não adianta ficar discutindo e brigando. Vamos conversar e tentar resolver essa situação da melhor forma possível.
Moisés: Eu entendo o que vocês estão dizendo, mas eu sinto que algo estranho está acontecendo. E eu preciso descobrir o que é antes que seja tarde demais.
Cléo: Moisés, eu entendo que você esteja preocupado, mas precisamos ter calma e agir com cautela. Vamos tentar descobrir a verdade juntos, sem acusações infundadas e sem fugir dos problemas.
Hugo: É isso aí, Cléo. Vamos trabalhar juntos para descobrir o que está acontecendo. E se houver algum perigo, estaremos juntos para enfrentá-lo.
Mel: Eu concordo, vamos resolver isso juntos e com calma.
Ana: Eu também estou aqui para ajudar no que for preciso. Vamos unir forças e encontrar a verdade.
Moisés: Tudo bem, vamos fazer isso juntos.
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