O Espelho do Tempo - Epílogo

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  Enquanto isso em um universo muito distante, em 2016, Agente Bel, Isabel, observa de um telescópio uma super nova e relata para doutor Isaac. Isabel: Então a catástrofe não foi no nosso universo?  Doutor Isaac: Não, a partir de hoje só existe o nosso universo, os outros se colidiram. Os espelhos se quebraram.  Hugo: O que isso significa para nós? O que acontecerá agora? Doutor Isaac: Significa que estamos livres de qualquer interferência.  Hugo: Finalmente. Doutor Isaac conversava em seu laboratório, quando a polícia aparece: O senhor está preso.  Doutor Isaac: O que foi que eu fiz?  Polícia: O senhor roubou materiais do grande colisor da Suíça. Hugo: O que está acontecendo? Por que estão prendendo o doutor Isaac? Doutor Isaac: Eu não roubei nada! Isso deve ser um engano! Polícia: Temos informações concretas de que o senhor esteve envolvido em um roubo de materiais valiosos do grande colisor de partículas na Suíça. Será levado sob custódia para escla...

O Espelho do Tempo - Novas Alucinações.





Moisés: O que aconteceu? Aonde estão aqueles dois?


Moisés se vê em uma rua estranha, cheia de pessoas vestindo roupas antigas. Ele olha em volta e vê um jornal jogado no chão com a data de 1 de janeiro de 1944.


Moisés: O que diabos está acontecendo aqui?


Ele começa a andar pela rua e se depara com um grupo de soldados marchando.


Soldado 1: Ei, rapaz! O que você está fazendo aqui?


Moisés: Eu... eu estou perdido. Eu não sei como cheguei aqui.


Soldado 2: Essa é uma área restrita. Você não deveria estar aqui. Vamos levá-lo para o quartel-general.


Moisés é levado pelos soldados e se vê diante de um oficial de alta patente.


Oficial: Quem é você e como chegou aqui?


Moisés: Eu sou... um viajante do tempo. Eu não deveria estar aqui, eu estava tentando voltar para o meu próprio tempo, mas alguma coisa deu errado.


Oficial: Viajante do tempo? Você está brincando comigo? O que exatamente você está fazendo aqui?


Moisés: Eu não sei como explicar. Eu só quero voltar para casa.


Oficial: Muito bem. Vamos mantê-lo sob custódia até descobrirmos o que está acontecendo aqui. Leve-o para a cela.


Moisés é levado para uma cela escura e fria, com apenas uma pequena janela no alto. Ele se senta no chão e se pergunta como vai sair dessa.

Moisés ficou sentado na cela por horas, pensando em como poderia ter acabado em 1944 e o que poderia fazer para voltar ao seu próprio tempo. Ele se levantou e foi até a pequena janela para olhar para fora. A rua estava quieta e deserta. Ele tentou pensar em como poderia escapar dali, mas não conseguia encontrar uma solução. De repente, ele ouviu um barulho vindo da porta da cela.


Moisés: Quem está aí?


Soldado: Sou eu, o soldado que o trouxe até aqui. Preciso falar com você.


Moisés: O que você quer?


Soldado: Eu acredito em você. Sei que pode parecer loucura, mas eu acho que você é realmente um viajante do tempo.


Moisés: Como você sabe disso?


Soldado: Eu vi muitas coisas estranhas nessa guerra. Coisas que não podem ser explicadas pela ciência ou pela razão. Acredito que você pode ser a chave para a nossa vitória.


Moisés: Como assim?


Soldado: Tenho informações que podem ajudar a mudar o rumo dessa guerra, mas não posso fazer nada sozinho. Precisamos da sua ajuda.


Moisés: E o que eu ganho com isso?


Soldado: Sua liberdade. Posso ajudá-lo a escapar daqui e a voltar para o seu próprio tempo.


Moisés pensou por um momento e decidiu que não tinha muita escolha. Ele concordou em ajudar o soldado e planejaram sua fuga. No dia seguinte, Moisés foi levado para uma reunião secreta com alguns dos líderes da resistência. Ao entrar na sala Moisés toma um susto: 


Hugo? O que você tá fazendo aqui?


Hugo: Eu te conheço? 


Yago: Esse rapaz lembra muito você, antes de tomar o antídoto é claro!


Moisés: Quem é esse que tá com você Hugo?


Hugo: Esse é  o Yago, ele me trouxe até aqui. Mas eu te conheço?


Moisés: Sim, nós nos conhecemos em outra realidade. Mas isso é uma longa história


Soldado misterioso: Vamos deixar de papo furado e fazer a tatuagem do nosso batalhão.


Moisés e Hugo: Tatuagem?


Moisés e Hugo são levados para uma sala onde um grupo de soldados aguarda. Um deles se aproxima com uma tatuagem em suas mãos.


Hugo: O que é isso? Eu não quero fazer uma tatuagem!


Moisés: A tatuagem até que é bonita, vai ser mais uma pra minha coleção.


Soldado misterioso: É o símbolo do nosso batalhão, vocês precisam fazer para provar a lealdade.


Hugo: E se a gente se recusar?


Soldado misterioso: Vocês serão considerados desertores e serão punidos com as leis de guerra.


Hugo: Isso é um absurdo! Nós não somos nazistas!


Soldado misterioso: Vocês são agora. Então, quem vai ser o primeiro?


Hugo: Eu não vou fazer isso!


Soldado misterioso: Muito bem, então você é o primeiro.


Moisés: Eu faço! Hugo, seu medroso!


O soldado agarra Moisés e o força a sentar-se em uma cadeira. Ele coloca a tatuagem na mão de Moisés e começa a aplicar a tinta na pele.


Moisés: Isso dói!


Soldado misterioso: Agora o próximo.


Hugo se aproxima e permite que o soldado faça a tatuagem nele. 


Soldado misterioso: Muito bem, agora vocês são oficialmente parte do nosso batalhão. Se preparem para a batalha que está por vir.


Com isso, os soldados saem da sala e deixam Moisés, Hugo e Yago sozinhos.


Moisés: O que vamos fazer agora?


Yago: Nós precisamos sair daqui o mais rápido possível.


Hugo: Eu concordo. Vamos procurar uma saída.


Eles saem da sala e começam a explorar o lugar em busca de uma saída.


Yago pega uma arma. 


Hugo: O que você vai fazer com essa arma?!


Yago: Eles pensam que eu sou aliado deles Hugo, eles acham que eu tô aqui pra viajar vocês. 


Hugo: E não é verdade?


Yago: Claro que não! Eu estou aqui por causa da grana.


Moisés: Espera aí, já ouvi falar de você Yago.


Yago: Já?


Moisés: Você é o pai da Nataxa? Namorada do filho do Hugo?


Yago: Nataxa? Filha?


Hugo: Filho? Eu sou tenho um filho, ele se chama Leandro.


Moisés: Ah sim, me esqueci que vocês pertencem a outra realidade. 


Yago: O guarda já está vindo.


Yago dispara contra o guarda. 


Hugo: O que você fez?! 


Moisés: Tou gostando de conhecer você Yago! 


Yago: Pelo jeito esse aqui só se parece fisicamente com você Hugo...


Rapidamente outros guardas que estavam no quartel se preparam para atirar contra eles, enquanto eles iam em direção a porta, ao salão de armamentos, Yago atira contra eles matando todos. 


Hugo: Você matou esses homens! 


Yago: O plano deles era matar você Hugo! Que se recusava a servir o quartel deles, eu salvei sua vida! 


Hugo: Não era pra você ter matado esses homens!


Yago: Você queria o quê?! Deixar eles matarem a gente?! Eles não iam matar só você! Iam me matar também, quando eu decidisse sair fora. Entenda, são apenas alucinações da nossa cabeça.


Hugo: Esse sangue parece muito real pra mim! Se é uma alucinação então estamos tendo a mesma alucinação.


Moisés: Hugo sempre querendo ser o bonzinho, em todas as realidades. 


Yago: Eu nem te conheço, não sei como veio parar aqui, mas eu gostei de você.


Hugo: Depois você vai me explicar como você me conhece! Precisamos antes sair daqui. Antes que chegue mais gente. O barulho do tiro deve ter sido escutado em toda a cidade. 


Yago: Pelo visto estamos bem distante da cidade e esse batalhão era um batalhão de 10 "bananas", não vai aparecer ninguém Hugo! 


Hugo: Que seja, não podemos ficar aqui parados. 


Yago: Tá bom, seu medroso! 


Moisés: Você conhece bem o Hugo pelo jeito, ele sempre foi um medroso.


Hugo, Yago e Moisés saem da área mas antes eles tiram do bolso do soldado misterioso a chave do Cadillac. Eles estavam acostumados a dirigir carros do quartel que tinha direção dura mas a direção do Cadillac era algo que eles nunca tinham visto, além da marcha complicada.


Hugo: 


— Não dá pra andar mais rápido com essa coisa?!


Yago: Eu nunca vi um carro como esse! Eu nem sei passar da segunda marcha! E esse carro é uma lesma.


Hugo: Minha nossa! Se não sabe dirigir, deixa que eu dirijo! 


Moisés: Vocês são mesmos uns idiotas! Mas realmente um carro desses pensei que só servisse pra ser exibido em museu. 


Yago: Hugo? Antes podemos entrar naquele barzinho.


Hugo: Você não tá pensando em beber aqui nesse lugar!


Yago: Já que você deu a ideia.


Hugo: Eu não dei ideia nenhuma!


Yago: Você concorda Moisés?


Moisés: Boa ideia!


Yago: Pode ser uma boa ideia. Quem sabe bebendo nossa alucinação não passa mais rápido?


Hugo: Vocês dois são malucos! Mas, enfim, vamos logo antes que mudem de ideia.


Eles estacionam o Cadillac em uma rua próxima ao bar e entram no estabelecimento. O ambiente é escuro e enfumaçado, com poucas pessoas sentadas em mesas espalhadas pela sala. Eles se sentam no balcão e pedem algumas bebidas.


Enquanto bebem, eles conversam sobre a situação em que se encontram e tentam descobrir uma maneira de voltar para casa. Yago sugere que eles procurem um cientista ou um especialista em viagens no tempo, mas Hugo acha que isso seria muito arriscado. Moisés, por sua vez, sugere que eles tentem encontrar uma maneira de consertar o dispositivo que o trouxe para aquele lugar.


De repente, a porta do bar é aberta com força e uma figura alta e imponente entra, fazendo com que todos os presentes se calem imediatamente.


Figura: O que vocês estão fazendo aqui? Esse lugar é proibido para civis.


Hugo: Nós estamos perdidos. Não sabemos como voltar para casa.


Figura: Como eu posso ajudá-los?


Os três ficam surpresos com uma notícia no rádio, dada um pouco antes da figura misteriosa entrar no bar.


Figura: Vocês não estão sabendo do alienígena que apareceu no beco? Do beco que some e aparece pessoas?


Barman: 


— Ficamos sabendo! Mas no rádio tão falando que é só um homem e não um alienígena!


Figura: O alienígena parece um homem, só as roupas que são diferentes!


Hugo: 


— Alienígena?! Essa história me parece familiar, um carro explodiu no meu uni... quer dizer na minha cidade.


Hugo pensa: 


— Será que tem alguma relação?


Barman:


— Mas o que isso tem haver?!


Figura: Diziam que era um alienígena, porque esse homem estava intacto depois da explosão.


Hugo conversa com o homem que entrou no bar:


— Você pode nos levar até lá?!


Figura: Estão curiosos né?! É claro que eu levo vocês até lá! Quem quiser vir comigo cabe um monte de gente na minha caminhoneira!


Hugo: Ótimo! Vamos Yago!


Yago: Pra onde?!


Hugo: De volta pra casa.


Yago: Quero ficar mais um pouco!


Hugo: Você tá louco?!


Yago: Não, eu estou bêbado! Mas a alucinação não passa!


Figura: Deixa seu amigo ai! Depois você volta!


Hugo: Temos que ir agora! Nossos pais devem estar preocupados e pode ser que a alucinação pare!


Yago: Vai você!


Yago desmaia. O caminhoneiro oferece ajuda:


Figura: Deixa eu te ajudar a carregar ele! Pais é coisa séria.  Vocês não avisaram seus pais que vocês vinham para um bar? Não avisar os pais para onde vão é uma falta de respeito!


Hugo mente:


— Não deu tempo, eles não estavam em casa.


O homem e Hugo, pegam os braços de Yago e o colocam sobre o ombro e arrastam até a porta. O dono do bar grita:


— Espera! Não vão pagar a conta?!


Hugo: Estamos sem dinheiro! 


Hugo mente mais uma vez:


— Mas depois eu volto pra pagar!


Barman: Não! Eu não aceito fiado! Você não leu?!  


Em cima da mesa do bar tinha uma placa escrito: “Não aceitamos fiado!”. O caminhoneiro gentilmente paga a conta:


Figura: Eu pago! Quanto é?


Barman: 5 cruzeiros.


O homem tira do bolso a cédula de dinheiro. Além de Hugo, Yago e Moisés, mais 7 pessoas foram juntas para ver o misterioso homem e seu veículo. Eles imediatamente reconhecem o local, era onde estava o portal que os trouxe até ali e uma viatura policial isolando a área:


— Ninguém se aproxima desse local!


Hugo: O que vamos fazer Yago?!


Yago: Você distrai a polícia, enquanto eu e Moisés procuramos alguma informação sobre o homem e o carro. Talvez possamos encontrar algo que nos ajude a entender melhor essa situação e encontrar uma solução para voltarmos para casa. Mas não vá fazer besteira como sempre Hugo! 


Hugo: Como eu vou distrair esse guarda?


Moisés: Talvez eu possa ajudar. Eu vi um galho grande e resistente mais cedo, perto do muro. Se eu conseguir pegá-lo, posso jogá-lo para longe do muro, fazendo um barulho alto. O guarda vai querer ver o que foi e pode sair da frente do portal.


Yago: Boa ideia, mas e se ele ver você?


Moisés: Vou tentar fazer isso de um ponto cego, onde ele não possa me ver. Vocês podem me cobrir, se necessário.


Hugo: Certo, vamos fazer isso rápido.


Os três amigos se escondem atrás de um caminhão próximo, enquanto Moisés se dirige ao local onde viu o galho. Ele se aproxima com cuidado, tentando não fazer barulho. Quando chega lá, ele pega o galho e o joga para longe do muro com força. O barulho é alto o suficiente para chamar a atenção do guarda, que sai da frente do portal para verificar o que aconteceu.


Hugo, Yago e Moisés aproveitam a oportunidade e correm em direção ao portal. Eles conseguem passar pela viatura policial e chegam ao portal. Hugo coloca a chave na fechadura e gira. O portal começa a brilhar intensamente, emitindo um som agudo.


Yago: Vamos logo, antes que o guarda volte!


Moisés: Esperem, eu não acho que devemos ir ainda.


Hugo: O que você quer dizer?


Moisés: Eu não acredito que estamos prontos para voltar ainda. Temos que descobrir o que aconteceu com a minha mãe e você Hugo! Você de outra realidade.


Hugo: Não podemos ficar aqui por muito tempo! Vamos embora logo!


Yago: Odeio admitir mas eu concordo com o Hugo, pra nos livramos dessa alucinação temos que entrar nesse portal imediatamente antes que o guarda volte.


O guarda voltou e Yago soca o policial, pega a arma dele e o mata. 


Hugo: De novo Yago?! Você tá virando um assassino frio!


Moisés: Viu Hugo, existem pessoas piores do que eu. 


Hugo: O que você quer dizer com isso?


Yago: Deixa de conversa vamos entrar logo!


Yago empurra os dois para dentro do portal. 

















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