Capítulo 10
Ana Júlia filha mais nova de Hugo agora está com 15 anos e trabalha como modelo adolescente da boutique de Mel e Hugo, ela também presta apoio admirativo ao pai que agora com 54 anos, já se aposentou a muito tempo do UFC:
— Eu queria ter a mesma maturidade que você tem quando eu tinha a sua idade, o Diogo também amadureceu bem cedo.
— Mas pra mim você sempre foi um exemplo de pessoa madura, não entendo porquê o Thiago não se espelhou em você pra ser assim também.
Hugo:
— Seu irmão passou por muitos problemas mas nunca é tarde para ele amadurecer também.
Ana Júlia senta:
Ana Júlia: Papai, eu queria tanto que o Diogo pudesse ver um dos meus desfiles, mas ele sempre está tão ocupado com os estudos.
Hugo: Eu sei, filha, mas você sabe que ele é muito dedicado aos estudos e quer se tornar um grande advogado.
Ana Júlia: E o Thiago, nunca mais tive notícias dele!
Hugo: O Thiago como você sabe está morando em Nova York, trabalhando como consultor financeiro. Ele está indo muito bem na carreira, conheceu uma garota lá.
Ana Júlia: Eu queria poder vê-lo mais vezes. Sinto falta dele.
Hugo: Eu sei, filha, mas você sabe que ele está sempre ocupado com o trabalho e morando tão longe.
Ana Júlia: Mas eu não desisto. Quem sabe um dia ele não volta para morar aqui com a gente?
Hugo: Quem sabe, filha, quem sabe. Mas enquanto isso, temos que aproveitar o tempo que temos juntos. E agradecer a Deus por ter enviado a Agente Bel do futuro e ter me curado do câncer a anos atrás.
— Foi uma situação muito difícil, pai. Mas graças a Deus, conseguimos superar isso juntos.
Ana Júlia abraça o pai e diz:
— Eu te amo, pai. Você é meu herói.
Hugo sorri emocionado e abraça a filha de volta, agradecido por tê-la ao seu lado.
— Esse Yago te jogou naquele buraco negro?
— Sim que antes era um portal que soltava raios, por causa do clarão desse portal, nós tivemos alucinações que deixaram outras pessoas malucas e nos deixaram com câncer.
— Eu em! E aquele Dr. Félix que te deu anabolizante?
— Sim o falecido Félix que não aguentou a pressão da cadeia.
— Mas e o portal que ele criou?!
— Nunca foi provado que realmente ele criou aquele portal e ele morreu e até hoje não fecharam aquele buraco maldito!
— Pelo menos não apareceu ninguém de lá de dentro mais.
Moisés tem a mesma idade de Ana Júlia e também exatamente a mesma aparência de quando o Hugo tinha a idade dele, menos a personalidade, ele desde criança apresenta um comportamento agitado, já ofendeu alguns colegas e professores e já até bateu em alguns colegas seus, mas nunca reprovou, foi expulso mais uma vez da escola, para aborrecimento de sua mãe Cléo:
Cléo: Moisés, o que é que está acontecendo? Por que você continua sendo expulso das escolas?
Moisés: Eu não aguento essas aulas chatas e esses professores chatos. Eles são tão lentos! E os colegas são uns idiotas.
Cléo: Não fale assim, Moisés. Você precisa aprender a respeitar as pessoas. E eu já te disse que você precisa estudar para ter um futuro melhor.
Moisés: Eu não quero saber de estudar! Eu quero fazer o que eu gosto, não o que os outros querem que eu faça.
Cléo: E o que você gosta de fazer?
Moisés: Lutar. É a única coisa que eu sei fazer bem.
Cléo: Mas você já tentou outros esportes? Talvez você goste de algo diferente.
Moisés: Eu já tentei, mas é sempre a mesma coisa. Eu só quero lutar.
Cléo: Bom, queria o seu o seu pai adotivo, o doutor Félix, estivesse vivo para ver o que poderíamos fazer por você. Mas você precisa entender que não pode sair por aí batendo nas pessoas e sendo expulso das escolas.
Moisés: Eu sei, mãe. Desculpa se eu te decepciono.
Cléo: Você não me decepciona, Moisés. Eu só quero o melhor para você. E eu sei que você pode ser um grande lutador, mas você precisa aprender a controlar sua agressividade e canalizá-la da maneira certa.
Cléo não costumava castigar seu filho mas após a terceira expulsão ela o impõe um castigo.
— Você vai ficar sem entrar nas redes sociais até aprender a parar de brigar com seus colegas! Vou te matricular em outra escola e espero não te ver mais brigando com ninguém!
— Fala sério mãe! Eu não aguentava mais ter que ouvir eles me zoando, só porquê eu nunca namorei! Tive que calar eles, bati tanto na boca que eu acho que eles não vão mais falar.
Moisés ri.
Cléo fica indignada e diz:
— Isso não é motivo para bater em ninguém! Você precisa aprender a lidar com suas emoções sem agredir os outros. E para de rir, isso não tem graça!
Moisés revira os olhos e diz:
— Ah, mãe, você é sempre tão certinha. Eu não sou igual a você, não sou um robozinho que segue todas as regras.
Cléo respira fundo e diz:
— Eu não espero que você seja igual a mim, mas espero que você seja uma pessoa responsável e respeitosa. E se continuar assim, você vai acabar se metendo em problemas sérios.
Moisés suspira e olha para o chão, sem responder. Ele sabe que sua mãe tem razão, mas não consegue controlar suas emoções e impulsos.
— Que horror Moisés! Não foi pra isso que eu criei você, te criei com todo o amor, eu nunca te bati! Você não quer me ver batendo em você quer?! Não quer sentir o que os seus colegas sentiram não é mesmo?!
— O que eu sinto mãe? Não conta?!
Cléo suspira e se senta ao lado de Moisés, tentando manter a calma.
— Claro que conta, meu filho. Eu só estou tentando te mostrar que a violência não é a solução para seus problemas. E também que existem outras formas de lidar com as dificuldades que a vida nos apresenta.
Moisés olha para a mãe, com os braços cruzados e um olhar desafiador.
— Eu não sei como resolver meus problemas de outra forma, mãe. É mais fácil descontar tudo na porrada. E quanto a não ter namorada, não é minha culpa se as meninas da minha idade são chatas e sem graça.
Cléo respira fundo antes de responder.
— Eu entendo que pode ser difícil lidar com a pressão e o bullying dos colegas, mas não é uma desculpa para agredir ninguém. E quanto às meninas, acho que você precisa ser mais aberto e compreensivo. Elas também têm suas próprias dificuldades e inseguranças.
Moisés revira os olhos e se levanta.
— Tá bom, mãe. Eu vou tentar ser mais legal com todo mundo, tá bom? Agora posso entrar nas redes sociais de novo?
Cléo suspira novamente e balança a cabeça.
— Vamos conversar mais sobre isso depois, meu filho. Por enquanto, acho melhor você descansar um pouco e se acalmar. E pensar em maneiras mais saudáveis de lidar com suas emoções e problemas.
Assim como Hugo, Moisés era praticante de artes marciais, Hugo fazia Karatê e é faixa preta, Moisés ainda está na faixa amarela. As artes marciais coincidentemente também foram recomendações dá terapeuta de Moisés, um rapaz um tanto problemático mas problemas diferentes do que Hugo sofria. Moisés é mais rebelde e se sente inferior aos colegas pelo fato de ainda não ter namorado, mesmo ele só tendo quinze anos.
— Os meus amigos namoram desde os treze anos.
— Desde os treze?! Nessa época eu só queria saber de brincar de boneca e estudar, coisa que você deveria fazer pra ocupar sua mente Moisés!
— Eu não sou igual a eles, mãe. Eles são chatos, bobos, sem personalidade. Eu não vou ser como eles.
— Você não precisa ser como ninguém, Moisés. Mas precisa aprender a conviver em sociedade, a respeitar os outros e a si mesmo.
Cléo respira fundo e continua:
— Se você não consegue fazer isso sozinho, vamos procurar ajuda de um psicólogo. Eu quero o melhor para você, filho.
Cléo pensa:
— Essa sociedade tá muito moderna pro meu gosto, aonde já se viu, um pai ou uma mãe aceitar que seu filho namore aos treze anos.
— Moisés, vou deixar você entrar na rede social por uma hora ok?! Depois começa seu castigo!
Moisés resmunga, mas aceita o acordo. Ele sabe que sua mãe é firme nas decisões e que não adianta argumentar muito. Ele pega o celular e começa a navegar nas redes sociais:
— É ruim! Que eu vou ficar sem acessar rede social!
Ele acessa a rede social e enquanto tenta procurar uma amiga sua que ele estava afim, a rede social recomenda o perfil de Ana Júlia, filha de Hugo e Mel, ela é modelo e fazia a propaganda de uma roupa da empresa de seus pais. Moisés se encanta à primeira vista:

Ana Júlia se aproxima e pergunta o que ele está fazendo. Moisés responde que está procurando uma namorada.
— Namorada?! Com essa idade?! Você devia estar preocupado em estudar e se comportar direito na escola!
— Ah, não vem você também com isso! Já tô cansado de ouvir isso da minha mãe!
Ana Júlia suspira e olha para Moisés.
— Olha, eu entendo que não é fácil ser adolescente. Eu também sou. Mas não é por isso que você deve desistir dos estudos e da sua vida. Você precisa aprender a lidar com as suas emoções e a controlar a sua raiva. Se não, você vai acabar se metendo em problemas cada vez maiores.
Moisés ouve atentamente as palavras de Ana Júlia. Ele sabe que ela tem razão, mas ainda está muito irritado com a situação. Ele guarda o celular e sai de casa, sem dizer para onde está indo.
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