O Espelho do Tempo - Epílogo
Hugo e Leila chegaram à Suíça depois de uma longa viagem. Eles estavam determinados a encontrar o Dr. Félix e fazê-lo pagar pelo que havia feito. Eles vasculharam a cidade de Genebra, indo de um lugar a outro, mas não encontraram nenhum sinal do cientista. Eles decidiram ir ao escritório dele, mas quando chegaram, descobriram que ele havia acabado de partir para o Brasil. Hugo ficou furioso e frustrado, sentindo que tinha perdido uma oportunidade de se vingar do homem que havia arruinado sua vida. Ele e Leila voltaram para casa de mãos vazias, mas com a esperança de que um dia encontrariam o Dr. Félix e fariam justiça.
No aeroporto, já no Brasil, Leila diz:
— Não me senti confortável viajando sozinha com você.
— A minha mulher está grávida e a loja não podia ficar sozinha.
— Entendo, mas acho que o que aconteceu entre nós não foi certo. Eu estou noiva do Carlos e não quero estragar as coisas entre nós.
— Eu entendo. Eu também não queria que as coisas tivessem acontecido assim, mas aconteceram. Eu só quero que saiba que eu realmente gosto de você, Leila.
— Hugo, eu também gosto de você, mas não posso deixar meu noivo por causa disso.
— Eu entendo. Vamos apenas tentar deixar isso para trás e seguir em frente.
— Fala baixo! A Nataxa está dormindo.
Hugo: Desculpa, não percebi. Como ela está?
Leila: Ela está bem, mas ainda está se recuperando. Ela ficou muito mal depois do que aconteceu. Mas, e você? Como está se sentindo?
Hugo: Ainda estou tentando entender tudo o que aconteceu. Foi uma loucura. Mas, pelo menos agora a Nataxa está segura e com o doutor Félix desaparecido nada de mal pode acontecer.
Leila: Sim, é verdade. E você, já decidiu o que vai fazer em relação à sua esposa?
Hugo: Não sei, Leila. Estou confuso. Eu a amo, mas também gosto de você. E agora, com essa história do meu câncer, as coisas ficaram ainda mais complicadas.
Leila: Entendo. Mas, você precisa tomar uma decisão. Não pode continuar assim, vivendo uma mentira.
Hugo: Eu sei. Preciso pensar mais sobre isso.
Nesse momento, Nataxa acorda. Eles continuam a conversa, tentando encontrar uma solução para todos os problemas que surgiram em suas vidas.
Leila concorda com a cabeça e eles seguem cada um para seu destino. Hugo sente uma pontada de tristeza, mas sabe que precisa focar em sua vida com Mel e o bebê que está por vir. Ele decide deixar o passado para trás e seguir em frente, mesmo que isso signifique esquecer Leila.
Hugo pega um carro por aplicativo e vai pra casa.
Dr. Brown não está mais na Suíça. Ele voltou ao Brasil, ele chega a um hotel modesto, fugindo de suas atividades ilícitas no exterior. Ele está nervoso e constantemente olhando por cima do ombro. e é surpreendido com um bebê pelado que aparece na porta do seu hotel. Ele pergunta para os recepcionistas:
Dr. Brown: O que é isso? Quem deixou um bebê aqui na porta do meu quarto?
Recepcionista: Desculpe, doutor. Nós não sabemos. Encontramos o bebê chorando sozinho na entrada do hotel.
Dr. Brown: Chorando? Mas cadê a mãe ou o responsável por ele? Precisamos avisar a polícia imediatamente. Vou chamar o bebê de Moisés, assim como na Bíblia, ele apareceu dentro de um cesto para ser adotado mas não vai ser por mim que já sou um velho e nunca quis ter filhos.
Recepcionista: Não há ninguém por perto. Apenas o bebê. E não temos informações sobre os pais.
A polícia chega rapidamente ao hotel e encontra Dr. Félix com o bebê nos braços.
Policial 1:
(Desconfiado) Senhor, o que está acontecendo aqui?
Dr. Félix:
(Explicando) Eu encontrei esse bebê na porta do hotel. Não faço ideia de como ele chegou aqui.
Policial 2:
(Observando Félix) Seu nome, por favor?
Dr. Félix:
(Hesitante) Félix... Dr. Félix.
Policial 1:
(Reconhecendo o nome) Dr. Félix? Você é procurado por crimes médicos. Temos testemunhas, incluindo um homem chamado Hugo, que o acusam.
Os policiais algemam Dr. Félix e o levam para a viatura enquanto outro policial cuida do bebê.
Dr. Félix:
(Desesperado) Não sei nada sobre esse bebê! Eu só estava tentando ajudar!
Policial 2:
(Frio) Isso será investigado. Por enquanto, você está preso.
O bebê é levado por uma policial feminina, que tenta confortá-lo.
Policial 3:
(Suave) Vamos cuidar de você, pequeno. Não se preocupe. Ele já tem nome?
Recepcionista do hotel: Sim, ele se chama Moisés
Moisés é levado para a delegacia, onde um assistente social é chamado para lidar com o caso.
Assistente Social:
(Para o policial) Vamos levar o bebê para um orfanato local enquanto investigamos a situação. Vamos cuidar bem dele.
Policial 2:
(Nodando) Certo. Vamos garantir que ele esteja seguro.
Hugo chega no Brasil e logo chamado para dar seu depoimento sobre Dr. Félix e seus crimes. Ele encontra os policiais na delegacia.
Policial 1:
(Para Hugo) Sr. Hugo, obrigado por vir. Precisamos do seu depoimento sobre Dr. Félix e suas atividades.
Hugo:
(Sério) Claro. Ele é responsável por muitas coisas ruins. Vou ajudar no que puder.
Após dar seu depoimento, Hugo sai da delegacia.
Moisés é levado para um orfanato local, onde é bem cuidado pelas funcionárias. Ele cresce sem saber de sua origem complicada, esperando por uma família adotiva.
Funcionária do Orfanato:
(Carinhosa) Você vai ficar bem, pequeno. Vamos encontrar uma família para você.
Cléo, uma mulher de 35 anos, cabelos pretos, olhos escuros e alta, realizou uma inseminação artificial no novo laboratório de Dr. Félix aqui no Brasil. Um mês depois ela estava grávida mas como já era de se esperar a gravidez não dá certo e ela perde o bebê.
Se passaram quatro anos e Cléo está traumatizada e nunca mais quis engravidar ela então resolve adotar, ela vai até a casa de adoção e se encanta com Moisés:
Cléo: Moisés, eu sei que não sou a sua mãe biológica, mas eu quero ser sua mãe de coração. Eu amo você como se fosse meu próprio filho.
Moisés: Mas você não é a minha mãe. Minha mãe se chama Maria e ela virá me buscar.
Cléo: Eu entendo que você sinta falta dela, mas ela nunca veio atrás de você. Eu quero cuidar de você e te dar todo o amor que eu posso.
Moisés: Eu não preciso do seu amor. Eu quero a minha mãe de verdade. Eu não quero ser adotado.
Cléo: Moisés, eu não posso obrigar a sua mãe a aparecer e cuidar de você. Eu sou uma pessoa que te ama e que quer te proteger. Você pode me dar uma chance?
Moisés fica em silêncio, mas ainda não se convence que Cléo é a pessoa certa para ser sua mãe.
Os responsáveis pelo orfanato tentam convencer Moisés a ir com Cléo, explicando que ela é uma boa pessoa e que cuidará bem dele. Mas Moisés não quer ouvir, ele continua resistindo e dizendo que não quer ir com ela. Cléo, por sua vez, tenta se aproximar do menino, mostrando que se importa com ele e que quer ser sua mãe de verdade. Ela tenta entender a resistência de Moisés e oferece seu apoio, mas ele ainda está muito desconfiado.
Moisés ainda não se sentia confortável com a ideia de ser adotado, mas Cléo mostrou-se muito carinhosa e acolhedora com ele. Ela o levou para conhecer sua nova casa, que era aconchegante e bem decorada, e mostrou-lhe o quarto que ele teria só para si. Cléo também apresentou-o aos seus amigos e familiares, que o receberam de braços abertos. Com o tempo, Moisés foi se acostumando à nova vida e, aos poucos, foi aceitando Cléo como sua mãe adotiva.
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