O Espelho do Tempo - Epílogo

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  Enquanto isso em um universo muito distante, em 2016, Agente Bel, Isabel, observa de um telescópio uma super nova e relata para doutor Isaac. Isabel: Então a catástrofe não foi no nosso universo?  Doutor Isaac: Não, a partir de hoje só existe o nosso universo, os outros se colidiram. Os espelhos se quebraram.  Hugo: O que isso significa para nós? O que acontecerá agora? Doutor Isaac: Significa que estamos livres de qualquer interferência.  Hugo: Finalmente. Doutor Isaac conversava em seu laboratório, quando a polícia aparece: O senhor está preso.  Doutor Isaac: O que foi que eu fiz?  Polícia: O senhor roubou materiais do grande colisor da Suíça. Hugo: O que está acontecendo? Por que estão prendendo o doutor Isaac? Doutor Isaac: Eu não roubei nada! Isso deve ser um engano! Polícia: Temos informações concretas de que o senhor esteve envolvido em um roubo de materiais valiosos do grande colisor de partículas na Suíça. Será levado sob custódia para escla...

O Espelho do Tempo - Êxodo


Capítulo 8


                                    


Hugo e Leila chegaram à Suíça depois de uma longa viagem. Eles estavam determinados a encontrar o Dr. Félix e fazê-lo pagar pelo que havia feito. Eles vasculharam a cidade de Genebra, indo de um lugar a outro, mas não encontraram nenhum sinal do cientista. Eles decidiram ir ao escritório dele, mas quando chegaram, descobriram que ele havia acabado de partir para o Brasil. Hugo ficou furioso e frustrado, sentindo que tinha perdido uma oportunidade de se vingar do homem que havia arruinado sua vida. Ele e Leila voltaram para casa de mãos vazias, mas com a esperança de que um dia encontrariam o Dr. Félix e fariam justiça.

 No aeroporto, já no Brasil, Leila diz:

— Não me senti confortável viajando sozinha com você.

— A minha mulher está grávida e a loja não podia ficar sozinha. 

— Entendo, mas acho que o que aconteceu entre nós não foi certo. Eu estou noiva do Carlos e não quero estragar as coisas entre nós.

— Eu entendo. Eu também não queria que as coisas tivessem acontecido assim, mas aconteceram. Eu só quero que saiba que eu realmente gosto de você, Leila.

— Hugo, eu também gosto de você, mas não posso deixar meu noivo por causa disso.

— Eu entendo. Vamos apenas tentar deixar isso para trás e seguir em frente.

— Fala baixo! A Nataxa está dormindo.

Hugo: Desculpa, não percebi. Como ela está?

Leila: Ela está bem, mas ainda está se recuperando. Ela ficou muito mal depois do que aconteceu. Mas, e você? Como está se sentindo?

Hugo: Ainda estou tentando entender tudo o que aconteceu. Foi uma loucura. Mas, pelo menos agora a Nataxa está segura e com o doutor Félix desaparecido nada de mal pode acontecer.

Leila: Sim, é verdade. E você, já decidiu o que vai fazer em relação à sua esposa?

Hugo: Não sei, Leila. Estou confuso. Eu a amo, mas também gosto de você. E agora, com essa história do meu câncer, as coisas ficaram ainda mais complicadas.

Leila: Entendo. Mas, você precisa tomar uma decisão. Não pode continuar assim, vivendo uma mentira.

Hugo: Eu sei. Preciso pensar mais sobre isso.

Nesse momento, Nataxa acorda. Eles continuam a conversa, tentando encontrar uma solução para todos os problemas que surgiram em suas vidas.

Leila concorda com a cabeça e eles seguem cada um para seu destino. Hugo sente uma pontada de tristeza, mas sabe que precisa focar em sua vida com Mel e o bebê que está por vir. Ele decide deixar o passado para trás e seguir em frente, mesmo que isso signifique esquecer Leila.

Hugo pega um carro por aplicativo e vai pra casa.

Dr. Brown não está mais na Suíça. Ele voltou ao Brasil, ele chega a um hotel modesto, fugindo de suas atividades ilícitas no exterior. Ele está nervoso e constantemente olhando por cima do ombro. e é surpreendido com um bebê pelado que aparece na porta do seu hotel. Ele pergunta para os recepcionistas:

 Dr. Brown: O que é isso? Quem deixou um bebê aqui na porta do meu quarto?

Recepcionista: Desculpe, doutor. Nós não sabemos. Encontramos o bebê chorando sozinho na entrada do hotel.

Dr. Brown: Chorando? Mas cadê a mãe ou o responsável por ele? Precisamos avisar a polícia imediatamente. Vou chamar o bebê de Moisés, assim como na Bíblia, ele apareceu dentro de um cesto para ser adotado mas não vai ser por mim que já sou um velho e nunca quis ter filhos. 

Recepcionista: Não há ninguém por perto. Apenas o bebê. E não temos informações sobre os pais.

A polícia chega rapidamente ao hotel e encontra Dr. Félix com o bebê nos braços.

Policial 1:

(Desconfiado) Senhor, o que está acontecendo aqui?

Dr. Félix:

(Explicando) Eu encontrei esse bebê na porta do hotel. Não faço ideia de como ele chegou aqui.

Policial 2:

(Observando Félix) Seu nome, por favor?

Dr. Félix:

(Hesitante) Félix... Dr. Félix.

Policial 1:

(Reconhecendo o nome) Dr. Félix? Você é procurado por crimes médicos. Temos testemunhas, incluindo um homem chamado Hugo, que o acusam.

Os policiais algemam Dr. Félix e o levam para a viatura enquanto outro policial cuida do bebê.

Dr. Félix:

(Desesperado) Não sei nada sobre esse bebê! Eu só estava tentando ajudar!

Policial 2:

(Frio) Isso será investigado. Por enquanto, você está preso.

O bebê é levado por uma policial feminina, que tenta confortá-lo.

Policial 3:

(Suave) Vamos cuidar de você, pequeno. Não se preocupe. Ele já tem nome?

Recepcionista do hotel: Sim, ele se chama Moisés

Moisés é levado para a delegacia, onde um assistente social é chamado para lidar com o caso.

Assistente Social:

(Para o policial) Vamos levar o bebê para um orfanato local enquanto investigamos a situação. Vamos cuidar bem dele.

Policial 2:

(Nodando) Certo. Vamos garantir que ele esteja seguro.

Hugo chega no Brasil e logo chamado para dar seu depoimento sobre Dr. Félix e seus crimes. Ele encontra os policiais na delegacia.

Policial 1:

(Para Hugo) Sr. Hugo, obrigado por vir. Precisamos do seu depoimento sobre Dr. Félix e suas atividades.

Hugo:

(Sério) Claro. Ele é responsável por muitas coisas ruins. Vou ajudar no que puder.

Após dar seu depoimento, Hugo sai da delegacia.

Moisés é levado para um orfanato local, onde é bem cuidado pelas funcionárias. Ele cresce sem saber de sua origem complicada, esperando por uma família adotiva.

Funcionária do Orfanato:

(Carinhosa) Você vai ficar bem, pequeno. Vamos encontrar uma família para você.

 Cléo, uma mulher de 35 anos, cabelos pretos, olhos escuros e alta, realizou uma inseminação artificial no novo laboratório de Dr. Félix aqui no Brasil. Um mês depois ela estava grávida mas como já era de se esperar a gravidez não dá certo e ela perde o bebê.

Se passaram quatro anos e Cléo está traumatizada e nunca mais quis engravidar ela então resolve adotar, ela vai até a casa de adoção e se encanta com Moisés:

Cléo: Moisés, eu sei que não sou a sua mãe biológica, mas eu quero ser sua mãe de coração. Eu amo você como se fosse meu próprio filho.

Moisés: Mas você não é a minha mãe. Minha mãe se chama Maria e ela virá me buscar.

Cléo: Eu entendo que você sinta falta dela, mas ela nunca veio atrás de você. Eu quero cuidar de você e te dar todo o amor que eu posso.

Moisés: Eu não preciso do seu amor. Eu quero a minha mãe de verdade. Eu não quero ser adotado.

Cléo: Moisés, eu não posso obrigar a sua mãe a aparecer e cuidar de você. Eu sou uma pessoa que te ama e que quer te proteger. Você pode me dar uma chance?

Moisés fica em silêncio, mas ainda não se convence que Cléo é a pessoa certa para ser sua mãe.

Os responsáveis pelo orfanato tentam convencer Moisés a ir com Cléo, explicando que ela é uma boa pessoa e que cuidará bem dele. Mas Moisés não quer ouvir, ele continua resistindo e dizendo que não quer ir com ela. Cléo, por sua vez, tenta se aproximar do menino, mostrando que se importa com ele e que quer ser sua mãe de verdade. Ela tenta entender a resistência de Moisés e oferece seu apoio, mas ele ainda está muito desconfiado.

Moisés ainda não se sentia confortável com a ideia de ser adotado, mas Cléo mostrou-se muito carinhosa e acolhedora com ele. Ela o levou para conhecer sua nova casa, que era aconchegante e bem decorada, e mostrou-lhe o quarto que ele teria só para si. Cléo também apresentou-o aos seus amigos e familiares, que o receberam de braços abertos. Com o tempo, Moisés foi se acostumando à nova vida e, aos poucos, foi aceitando Cléo como sua mãe adotiva.




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